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Bastidores

Maria Luís Albuquerque, secretária de Estado das Finanças em SetúbalEstamos a trabalhar para cortar as gorduras do estado

. “Optem pelos produtos nacionais, que tem muito mais retorno para nós, mesmo a curto prazo”

A secretária de Estado das Finanças e do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, durante uma intervenção, como convidada, na Assembleia Distrital de Setúbal do PSD, sublinhou que o calendário imposto pela troika para a concretização das medidas tem sido cumprido sem desvios.

“Estamos a trabalhar para cortar as gorduras do estado. Vamos provar que conseguimos fazer mais e melhor com menos recursos” - referiu a Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças.

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Maria Luís Albuquerque, secretária de Estado das Finanças em Setúbal Estamos a trabalhar para cortar as gorduras do estado

Por Jornal Rostos

Objectivos assumidos são para cumprir

A secretária de Estado das Finanças e do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, reforçou quarta-feira a necessidade de cumprir com os objectivos definidos, para que Portugal continue a beneficiar do programa de ajuda externa.
Durante a sua intervenção, como convidada, na Assembleia Distrital de Setúbal do PSD, Maria Luís Albuquerque lembrou que ainda só passaram três meses desde que o actual Governo entrou em funções e que desde então muito trabalho já foi feito.
O calendário imposto pela troika para a concretização das medidas tem sido cumprido sem desvios, sendo este um dos sinais mais evidentes de que Portugal está empenhado na execução dos objectivos.

A Secretária de Estado defende que este tem que ser o caminho, pois o país não pode correr o risco de perder o financiamento externo. “Se não tivermos crédito passamos fome.
Se Portugal saísse do euro, a recessão no primeiro ano rondaria os 50 por cento do PIB, não imagino o que seria o impacto desta situação em cada um de nós. Por isso é que temos de cumprir as nossas metas para que a ajuda não falte”.

A governante reconhece a “dureza” das medidas a tomar, mas que estas são “essenciais” para o cumprimento dos objectivos. “O Governo tem plena consciência do esforço e sacrifício feito pelos portugueses”.
“Não há nenhum Governo que aumente os impostos se houver outra alternativa”, acrescenta Maria Luís Albuquerque, reconhecendo que por vezes a comunicação destas e outras medidas não tem sido feita da melhor forma, em muito devido ao facto de “estarmos a trabalhar muito e de nos concentrarmos em cumprir as exigências”.

O acumular de erros e sobretudo o facto de o modo de vida dos portugueses ter crescido demasiado depressa em relação à produtividade, contribuíram em muito para a actual situação.
As más práticas que se vinham verificando não podem continuar, pois este dinheiro que Portugal irá receber será o último, por isso Maria Luís Albuquerque defende que tem que ser bem investido. “Estamos a trabalhar para cortar as gorduras do estado. Vamos provar que conseguimos fazer mais e melhor com menos recursos”.

A Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças deixa ainda algumas recomendações para impulsionar o mercado nacional. “Optem pelos produtos nacionais, que tem muito mais retorno para nós, mesmo a curto prazo”.
Esta é uma ideia também partilhada por Pedro do Ó Ramos, que alerta para o facto de o país não produzir. “Se as fronteiras fechassem, os portugueses não tinham que comer”, realçando que para combater a actual situação o Governo deu um sinal de forte aposta no sector primário, ao reforçar as competências governamentais nestas áreas.
O presidente da Distrital de Setúbal do PSD e Deputado à Assembleia da República afirma a necessidade de se investir na produção nacional, deixando ainda um pedido ao Governo para que o aumento do IVA nos alimentos seja bem ponderado.

O dirigente social-democrata apelou ainda para que se anunciem o mais brevemente possível as medidas para estimular as empresas. “Acredito que esta vai ser uma matéria em que o Governo PSD se vai empenhar fortemente”.
“Os portugueses sentem que vai valer a pena e que daqui a uns anos Portugal vai estar diferente”, conclui Pedro do Ó Ramos.

23 de Setembro de 2011
Fonte - PSD

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