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Bastidores

Convenção Social-Democrata do Distrito de SetúbalAgricultura e Pescas essenciais para o futuro do País

“Custa muito andar a ter que contar tostões quando Portugal tem que pagar 45 milhões de multas a Bruxelas, só pela incorrecção nos parcelários e por falta de fiscalização nos apoios dados aos agricultores, no que diz respeito aos anos de 2007 e 2008." - afirmou a ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, no decorrer da II Convenção Social-Democrata do Distrito de Setúbal.

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Convenção Social-Democrata do Distrito de Setúbal Agricultura e Pescas essenciais para o futuro do País

Por Jornal Rostos

Os sectores da Agricultura e das Pescas são considerados como elementos essenciais para a retoma da economia portuguesa. O Governo está a realizar uma forte aposta nestas áreas, querendo aumentar a produção e o consumo nacionais.

A II Convenção Social-Democrata do Distrito de Setúbal, realizada este sábado, juntou em Santiago do Cacém governantes, associações e profissionais da Agricultura e das Pescas para debater o futuro destes sectores e a sua importância para o país.

A ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território sublinhou que estes são dois sectores que se inserem nas áreas que o governo pretende apoiar, devido ``a sua enorme importância para o país”.

“A agricultura é parte da solução”, defende Assunção Cristas. Mas para que isso possa vir a ser uma realidade, torna-se necessário aumentar a produção agrícola nacional.

A ministra acredita que a médio prazo é possível vender tanto como compramos”, sendo necessário para alcançar esse objectivo aumentar as exportações e diminuir a importações.

A herança deixada pelo PS não foi esquecida, havendo um atraso sistemático que necessita de ser colmatado, através de áreas de acção que têm que ser desenvolvidas.

“Custa muito andar a ter que contar tostões quando Portugal tem que pagar 45 milhões de multas a Bruxelas, só pela incorrecção nos parcelários e por falta de fiscalização nos apoios dados aos agricultores, no que diz respeito aos anos de 2007 e 2008. Sabe-se, de antemão, que relativamente a 2009 e 2010, Portugal também será multado pelos mesmos motivos . Esta é outra das facturas deixadas pelo PS”, aponta Assunção Cristas.

A par da Agricultura, também o sector da Pescas tem um potencial único para ajudar na retoma económica.

O Secretario de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu defende as pescas como “motor de desenvolvimento científico do país, da produção naval e de equipamento marítimo”.

O governante alertou ainda para a necessidade do entendimento entre o governo e as associações do sector, para que possa defender em Bruxelas uma posição conjunta com vista `a consolidação e ao desenvolvimento desta área a nível nacional”.

Pinto de Abreu abordou ainda a situação do Parque Luiz Saldanha, em Sesimbra, sublinhando que foi criada uma estrutura para conhecer a realidade actual deste local, para que se possa encontrar uma nova solução.

O deputado e presidente da Distrital de Setúbal do PSD, Pedro do Ó Ramos, realçou a importância da Agricultura e das Pescas como “determinantes” para o futuro de Portugal, apelando a uma “forte aposta em dois sectores que têm muito para dar ao país e à região”. Depois de anos em que estes temas andaram afastados da agenda política, o País percebeu, finalmente, que precisamos de aumentar a nossa produção para diminuir o nosso défice da balança alimentar.

Na sua intervenção, o presidente da distrital chamou a atenção para a reforma da PAC 2014 - 2020, nomeadamente para a necessidade de aproveitar esta nova revisão para aumentar o valor pago aos nossos agricultores em ajudas directas. Não podemos continuar a receber 194 euros por ha, quando o valor médio europeu se situa nos 276 euros.

O dirigente social-democrata manifestou também a sua satisfação por ver reunidos profissionais e associações do sector, juntamente com os governantes, a discutir o futuro destas áreas e voltou a defender a manutenção da taxa intermédia do IVA para o vinho, sector de actividade onde o valor acrescentado para o País é praticamente 100%“.

Pedro do O Ramos lembrou ainda a situação catastrófica em que o PS deixou o país. “Enquanto uns andam em Paris descansadinhos a beber café em esplanadas de Paris, depois de deixarem Portugal na bancarrota, este Governo está a trabalhar arduamente para que possamos novamente ser donos do nosso próprio destino”.

Sendo uma equação difícil de concretizar,” a necessidade de equilibrar as contas públicas, a par do lançamento da economia, é um desafio enorme, mas que tem ser conquistado.

“Vêm ai tempos difíceis, mas os portugueses saberão sair vencedores, através do empenho e do trabalho”, sublinha o presidente da Distrital de Setúbal.

O papel decisivo da Agricultura e das Pescas foi também salientando pelo secretário-geral do PSD, Matos Rosa, no desenvolvimento da região e do país, dando como exemplo o potencial da economia do mar para o turismo, para as indústrias extractivas, indústria química e farmacêutica, para a produção de energia, para a protecção do ambiente e conservação da natureza, para a banca e seguradoras.

Segundo o dirigente social-democrata, este sector tem um potencial avaliado em 20 mil milhões de euros.
Em relação ao sector agrícola, foram lembradas as medidas direccionadas para o mundo rural, especificamente, em matéria de segurança, já tomadas pelo actual governo, nomeadamente o anuncio feito, há poucos dias, pelo ministro da Administração Interna, do alargamento a todo o País do Programa “Campo Seguro”, iniciado em 2010, na região do Ribatejo.

“Queremos reforçar condições de segurança dos que vivem e trabalham em Portugal, especialmente daqueles que se dedicam à agricultura”, afirma.

Matos Rosa sublinhou que o PSD “não descansará enquanto não trouxer o País para o crescimento económico e a criação de emprego”, impedindo assim que “os nossos cidadãos se vejam forçados a partir para o estrangeiro em busca de melhores condições de vida”.

O dirigente social-democrata acredita que a região de Setúbal poderá dar o exemplo na renovação estrutural e geracional que pretendemos imprimir a Portugal.

Fonte - PSD

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