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Bastidores

PCP de Almada condena despedimentos de enfermeiros no Hospital Garcia de OrtaRedução do número de horas de cuidados de enfermagem

O Executivo da Comissão Concelhia de Almada do PCP, em comunicado- "condena vivamente o anunciado despedimento de cerca de 50 enfermeiros no Hospital Garcia de Orta", sublinando que tal - "irá traduzir-se na redução do número de horas de cuidados de enfermagem, colocando ainda mais dificuldades aos utentes no acesso aos cuidados de saúde de qualidade".

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PCP de Almada condena despedimentos de enfermeiros no Hospital Garcia de Orta Redução do número de horas de cuidados de enfermagem

Por Jornal Rostos

PCP condena despedimentos de enfermeiros no Hospital Garcia de Orta

O Executivo da Comissão Concelhia de Almada do PCP condena vivamente o anunciado despedimento de cerca de 50 enfermeiros no Hospital Garcia de Orta. A verificar-se, o despedimento de enfermeiros no HGO irá traduzir-se na redução do número de horas de cuidados de enfermagem, colocando ainda mais dificuldades aos utentes no acesso aos cuidados de saúde de qualidade, em segurança e em tempo útil, bem como o abandono de programas de promoção de saúde e prevenção da doença. Se no Garcia de Orta os utentes já esperavam tantas horas na urgência, e tinham tantas dificuldades em receber os cuidados de saúde que lhe são devidos, imagine-se como ficaria a situação com menos 50 enfermeiros.

O PCP repudia ainda a forma como estão a ser tratados os enfermeiros e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) por parte da administração do Hospital Garcia de Orta. Perante a possibilidade de despedimento de 50 enfermeiros, a administração continua a não esclarecer os enfermeiros e o seu sindicato sobre este cenário catastrófico para os trabalhadores e para os utentes do hospital. Na reunião que o Grupo Parlamentar do PCP com a direcção distrital do SEP, este será um dos temas em cima da mesa. Da mesma forma, o PCP confrontará o Governo PSD-CDS na Assembleia da República com as suas responsabilidades neste caso.

O PCP alerta os trabalhadores e os utentes do HGO para o facto de todos estes problemas terem na raíz as medidas do Pacto de Agressão, acordado entre a Troika internacional e a Troika Nacional PS, PSD e CDS-PP. A serem aplicadas estas medidas, a tendência é para o agravamento da situação, nomeadamente com os cortes nos orçamentos dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde; os cortes no pessoal e a proibição de contratar mais trabalhadores; os aumentos brutais nas taxas moderadoras (já houve quem falasse em mais de 40 euros por urgência!); e a política de redução das comparticipações dos medicamentos, com o objectivo de destruir o SNS abrindo portas à privatização da saúde. Esta é uma política criminosa, em resultado da qual morrerá gente que com cuidados de saúde apropriados se poderia salvar!

O PCP condena esta política de desastre e agressão ao povo português, apela ao protesto, à indignação e à luta das populações, dos utentes, dos profissionais dos serviços de saúde para que ergam a sua voz contra este rumo que traçaram para o país e por uma verdadeira política patriótica e de esquerda ao serviço dos trabalhadores e do povo.

Almada, Outubro/2011
A Comissão Concelhia de Almada do PCP

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