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Bastidores

Redução cega de municípios ou freguesias não tem justificaçãoafirma Maria Amélia Antunes, presidente da CM Montijo

“A proposta de Reforma da Administração Local vertida no Livre Verde do Governo PSD/CDS não assenta numa análise profunda e objectiva da realidade do Poder Local em Portugal” – afirma Maria Amélia Antunes, presidente da Câmara Municipal de Montijo, em artigo publicado no jornal de Outubro «Acção Socialista».

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Redução cega de municípios ou freguesias não tem justificação afirma Maria Amélia Antunes, presidente da CM Montijo

Por Jornal Rostos

A autarca refere que – “Portugal é um dos países da União Europeia que tem municípios com maior dimensão média, qualquer que seja o factor de análise, como, por exemplo, a sua demografia ou a sua área”.

Redução cega de municípios não se justifica

“A redução cega do número de municípios é algo que não se justifica nem económica, nem territorialmente. A redução cega do número de freguesias também não tem justificação” – afirma Maria Amélia Antunes.

Poder Local tem dado provas de uma gestão eficaz

A presidente da Câmara Municipal de Montijo, salienta que o Poder Local “tem dado provas de uma gestão eficaz”, referindo que em 2009 – “com 13,1% das despesas totais da Administração Central, os municípios contribuíram com 46,6% das despesas total de capital, incluindo investimento”.

Executivo homogéneo, estável, remodelável

No seu artigo, Maria Amélia Antunes, sublinha, que – “no actual quadro de governo local, a existência de oposição no órgão executivo já não tem sentido”.
Salienta a autarca que - “a renovação e modificação do sistema terão muito a ganhar com o fim de querelas inúteis, que nada têm a ver com o debate politico, ou com a gestão municipal e a defesa do interesse geral”.
A presidente da Câmara Municipal de Montijo defende a existência de – “um executivo homogéneo, estável, remodelável”.
“As autarquias locais precisam de reforçar o seu papel democrático para proporcionar uma maior confiança aos cidadãos. Só participa quem confia, quem se identifica” – sublinha Maria Amélia Antunes.

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