Eleições para a Comissão Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de SetúbalDebate entre as duas listas que concorrentes
No próximo dia 10 de Janeiro (terça-feira), às 21h30, tem lugar na sede do BE/Setúbal o debate entre as duas listas candidatas.

Por Jornal Rostos
A Assembleia Eleitoral realiza-se no próximo dia 15 de Janeiro (domingo), na sede do Bloco de Esquerda de Setúbal (Largo Francisco Soveral, 18 – 1º andar (antigo Largo da Ribeira Velha) e a votação decorrerá das 15h às 20h.
Foram apresentadas duas listas à Comissão Coordenadora Concelhia de Setúbal.
Dia 10 de Janeiro (terça-feira), às 21h30, tem lugar na sede do BE/Setúbal o debate entre as duas listas candidatas.
PROGRAMA ELEITORAL DA LISTA A
Promover a aproximação do Bloco aos jovens e principalmente aos estudantes através de:
Realização de actividades que tenham como principal tema os problemas dos jovens/estudantes que são um dos alvos desta austeridade;
Realização de debates nas escolas sobre os principais problemas dos estudantes, promovendo o diálogo e possibilitando apresentar os pontos de vista do Bloco.
Dinamizar a participação do núcleo do BE/Setúbal para o combate à austeridade e à sua tradução nas políticas concelhias.
Dinamizar o debate político e a construção de respostas do núcleo.
Apoiar as pessoas eleitas pelo BE nas Assembleias de Freguesia e Assembleia Municipal, onde temos tido grande dificuldade.
Animar a vida da sede, através de debates, a iniciar em 2012/ ciclo “Grandes revoluções
PROGRAMA ELEITORAL DA LISTA B
MAIS BLOCO
Razões/Programa de uma candidatura
A candidatura que se apresenta à eleição da concelhia de Setúbal decorre da preocupação com que vemos o actual momento do Bloco de Esquerda a nível distrital e particularmente ao nível da cidade de Setúbal.
Perante uma conjuntura difícil marcada pela destruição dos direitos sociais impostos por uma troika ao serviço dos interesses do grande capital financeiro e da sua parasitagem especulativa, o Bloco não tem aparecido como uma alternativa credível, capaz de responder aos ataques sucessivos que a direita nacional e internacional têm levado a cabo contra o movimento social.
Quando mais se exigia uma resposta socialista e de combate face à torrente de políticas anti-sociais com que todos os dias o país é confrontado, quando mais se tornava urgente a intervenção local num distrito dilacerado pela impiedade da crise económica, quando mais se revelava necessário unir forças para agir, intervir, criar, prosseguir o caminho, mais o Bloco se tem fechado, se tem revelado inoperante, limitando-se a acções mínimas de reprodução pura e simples das acções centrais.
Setúbal, que sempre foi um núcleo dinâmico, com forte participação na vida cívica e cultural da cidade e com uma intervenção relevante a nível autárquico, vê-se agora paralisada por estruturas dirigentes locais que se limitam a ser correias de transmissão de tarefas decididas a nível central, não deixando espaço para uma discussão política e intervenção autónoma, esgotando o seu activismo em colagens de cartazes e em distribuição de panfletos elaborados a nível central.
A democracia não pode ser só uma liturgia formal com o objectivo de legitimar e entronizar os dirigentes. Infelizmente constatamos que cada vez mais os dirigentes locais do BE ouvem com muita impaciência qualquer voz crítica, escutando a contragosto qualquer voz discordante, por mais tímida que seja a discordância.
Verificamos ainda que continua a impor-se a prática de escolha de nomes para as diferentes estruturas a partir das forças fundadoras do bloco (UDP, PSR ou Política XXI), com exclusão de outros nomes que aí não se incluam, ou que assumam qualquer posição crítica.
Entendemos por outro lado que há que ter um núcleo propositivo que integre os eixos fundamentais da acção local do bloco:
Intervenção autárquica
Não há intervenção local sem intervenção autárquica. O poder local está nas autarquias e o bloco deve ser oposição ao poder. Impõe-se, deste modo, a valorização do trabalho autárquico, considerando-o como uma prioridade política, ultrapassando de vez a prática instalada de limitar esse trabalho à elaboração de listas, à pressa, de quatro em quatro anos.
O trabalho de "formiguinha" junto das populações, auscultando os seus anseios, as suas preocupações e as suas carências, deve de ser desenvolvido pelos aderentes do BE e levado pelos mesmos, às Assembleias de Freguesia, pelos nossos activistas, de modo a que a sua audição se faça sentir nestes órgãos de poder local e transmitidas à comunicação social da região.
Assim sendo propõem-se algumas medidas que podem nortear a nossa intervenção:
Promoção do apoio social aos que mais precisam, propondo que verbas do orçamento camarário sejam destinadas ao combate às bolsas de pobreza e exclusão no nosso concelho;
Combate à corrupção e ao nepotismo, promovendo uma urgente política de transparência na gestão camarária.
Aposta na cultura, na formação profissional e na qualificação dos recursos humanos, apontando para a generalização do ensino pré-escolar, o apoio ao ensino básico e secundário, bem como o reforço do ensino superior politécnico em permanente interacção com a autarquia.
Intervir de modo claro e combativo, mantendo uma orientação política independente do PS e do PCP, de modo a poder constituir um pólo de atracção para muita gente sem partido ou mesmo de outros partidos. Há que recuperar a nossa influência política;
Marcar a agenda política com iniciativa, combatividade, irreverência e criatividade.
Fortalecer a articulação com os movimentos sociais (sem o objectivo de os controlar) não configurando a luta parlamentar como único centro da acção política, prestando muito maior atenção ao trabalho de implantação, de enraizamento nos movimentos sociais, no movimento sindical e nas múltiplas formas de intervenção local, mantendo uma atitude solidária e interventiva junto dos trabalhadores, das populações e da opinião pública.
Reforçar a democracia interna, mobilizar os aderentes, de forma a transformar o BE num partido mais democrático e escrutinável, aberto a uma maior participação nas suas estruturas de decisão.
São estas algumas das razões que nos levam a apresentar a presente candidatura.
Porque queremos um Bloco activo, cuja intervenção não seja apenas uma mera prótese de políticas gerais lançadas a nível central, mas tenha a ver com a realidade local em que se insere;
Porque queremos reeditar a experiência de um bloco democrático, em que a voz de cada um e cada uma contava, um bloco criativo que deixava a sua marca interventiva nas diferentes acções que levava por diante;
Porque queremos um bloco com uma agenda para a cidade, que seja capaz de se destacar pelo seu pensamento, pela intervenção autárquica, pelo conjunto de propostas que apresenta para dinamizar a luta contra a demência neoliberal venha ela da troika ou da insensibilidade social do executivo camarário.
Porque, finalmente, não nos resignamos a assistir à lenta agonia do Bloco e à mera constatação da sua incapacidade de agir.
Por isso nos candidatamos.













