Deputados do PSD de SetúbalDefendem ampliação do EP de Pinheiro da Cruz em Grândola

Por Jornal Rostos
Tendo em conta os actuais constrangimentos económico-financeiros que forçaram o Governo a adiar vários investimentos programados, em vários sectores, os social-democratas colocam a hipótese do estabelecimento prisional de Pinheiro da Cruz sofrer obras de ampliação e remodelação de algumas áreas, nomeadamente na cozinha, lavandaria e telhados.
“ A actual crise económica que o país atravessa impossibilita a execução de determinados investimentos, no entanto, podemos sempre aproveitar o que existe e tentar melhorar, caso isso seja possível”, defende Pedro do Ó Ramos.
O deputado e presidente da distrital de Setúbal do PSD considera que com estas obras este equipamento poderia aumentar a capacidade, garantindo todas as condições necessárias para os seus utentes.
“Tendo em conta que os novos Estabelecimentos Prisionais de Lisboa e Vale do Tejo e de Grândola se destinavam a substituir os actuais Estabelecimentos de Lisboa e de Pinheiro da Cruz, vendidos à ESTAMO, foi decidido não dar continuidade aos procedimentos de concurso”, explica.
Pedro do Ó Ramos lembra que nos últimos anos a gestão patrimonial do Ministério da Justiça foi caracterizada pela venda de património à ESTAMO e ao arrendamento de imóveis a privados. “Como de facto muitos dos imóveis vendidos à ESTAMO continuaram a ser utilizados, por falta de alternativas viáveis, como são os casos dos Estabelecimentos Prisionais de Lisboa e de Pinheiro da Cruz, o Ministério da Justiça passou a ter que indemnizar aquela empresa por valores equivalentes a rendas”.
O social-democrata acrescenta que “a estes montantes haveria que adicionar o valor das rendas para pagamento dos edifícios mandados construir”, sendo assim a ampliação e requalificação do actual estabelecimento é uma “medida de gestão acertada e consentânea com a presente situação económico-financeira”.
Pedro do Ó Ramos destaca ainda a receita que é gerada pelo estabelecimento prisional de Pinheiro da Cruz, nomeadamente ao nível da suinicultura e da vinicultura.
“Este estabelecimento gera uma receita considerável, que advém sobretudo da criação e venda de animais e da produção e venda de vinho, que agora por decisão do actual Governo fica na sua posse, quando anteriormente era encaminhada para os cofres do Estado”, refere.
Fonte - PSD













