Deputados do PSD de Setúbal acusam PCP de prejudicar as populaçõesao não apresentar propostas sobre reforma da administração autárquica
“Este é um modelo esgotado. A verdade é que há uma incapacidade de gestão. Basta vermos os exemplos de Setúbal, Sesimbra, Seixal e Barreiro que têm prazos de pagamentos, em média, superiores a um ano”, aponta o deputado Bruno Vitorino, também líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal do Barreiro.

Por Jornal Rostos
Os deputados do PSD do Distrito de Setúbal acusaram hoje os autarcas do PCP de rejeitarem logo à partida qualquer tipo de diálogo sobre a reforma da administração autárquica, considerado que esta é uma atitude anti-democrática que só vai prejudicar as populações.
Os social-democratas afirmam que as posições extremistas do PCP vão ter como resultado consequências negativas para as populações, pois querem abdicar do direito que têm a aplicar a lei às características dos seus concelhos.
A postura dos autarcas do PCP é um erro crasso, preferindo sempre a contestação à solução, recusando um debate sério e um contributo positivo”, sublinha Bruno Vitorino, acrescentando que “preferiram mentir à população, sobretudo quando disseram que se iam extinguir freguesias. Isso é falso. O que vai mudar é termos menos autarcas e uma maior racionalização de recursos com benefícios para as freguesias e para os seus habitantes”.
O deputado do PSD lembra que vai continuar a haver representatividade de todos os partidos nos órgãos autárquicos, sendo esta uma questão que nunca foi posta em causa.
“Como se isto já não bastasse, os presidentes de Câmara do PCP na península de Setúbal caíram no ridículo e no absurdo de promoverem uma plataforma. Têm o direito a ter as suas opções, mas não precisam de se esconder ou travestir de plataformas ou comissão de utentes. A não ser que vejam que falta credibilidade à sua cor política. Será que têm vergonha da foice e do martelo?”, questiona.
Bruno Vitorino considera que é tempo de os autarcas do PCP “passarem menos tempo com politiquices e passarem mais tempo a trabalhar nas suas autarquias”, referindo que as autarquias comunistas, apesar de poucas, estão nos piores lugares dos rankings.
“Este é um modelo esgotado. A verdade é que há uma incapacidade de gestão. Basta vermos os exemplos de Setúbal, Sesimbra, Seixal e Barreiro que têm prazos de pagamentos, em média, superiores a um ano”, aponta o deputado do PSD, afirmando que vai querer apurar estes factos em concreto, posteriormente.
A reforma da administração autárquica tem como principal objectivo libertar recursos para uma melhor qualidade na prestação de serviços públicos, ganhando com isso mais escala e uma maior eficiência.
“O PSD é o maior partido do poder local em Portugal. Não há ataque nenhum à democracia, nem ao trabalho de milhares de autarcas de todo o país, de todos os quadrantes políticos, em defesa da população. A população só tem a ganhar com esta reforma”, defendem os social-democratas.
Nuno Matias afirma que é “penoso assistir ao comportamento dos autarcas do PCP”, sublinhando que não ter existido “o mínimo de disponibilidade para participar numa discussão que se quer séria e não dogmática”.
O deputado do PSD alerta para o facto de Portugal se encontrar “cada vez mais próximos do limite de tempo estabelecido no acordo assinado pelo PS com a troika para a definição desta matéria”, esperando que os socialistas “saibam honrar aquilo com que se comprometeram”.
O deputado Paulo Ribeiro defende que as reformas “não são para servir os aparelhos partidários, mas sim para servir o povo, ao contrário daquilo que o PCP e os seus autarcas parecem querer”.
16 de Fevereiro de 2012
Fonte - PSD













