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Bastidores

BE/ALMADA REPUDIA SUPRESSÃO DAS LIGAÇÕES FLUVIAISE ACUSA GOVERNO DE DESTRUIÇÃO DO SISTEMA DE TRANSPORTES PÚBLICOS

A Concelhia do Bloco de Esquerda de Almada repudia a supressão de 150 ligações fluviais entre Lisboa e a Margem Sul do Tejo e acusa o Governo PSD/CDS de pôr em prática um plano de destruição do sistema de transportes públicos, com consequências desastrosas para as/os utilizadoras/es e para o serviço prestado pelos operadores públicos de transportes.

2 min de leitura
BE/ALMADA REPUDIA SUPRESSÃO DAS LIGAÇÕES FLUVIAIS E ACUSA GOVERNO DE DESTRUIÇÃO DO SISTEMA DE TRANSPORTES PÚBLICOS

Por Jornal Rostos

Esta medida, prevista no Plano Estratégico de Transportes e agora aplicada pelo Governo, entrou ontem em vigor e veio acrescentar dificuldades à mobilidade das populações da Margem Sul. Esta situação é tanto mais grave quando esta decisão é adotada apenas 15 dias depois de mais um brutal aumento nas tarifas da Transtejo e da Soflusa.

Em apenas um ano, os transportes públicos sofreram um aumento superior a 25% e representam hoje um custo insuportável para os rendimentos das famílias, já fustigados pelo desemprego galopante e diminuição real dos salários. A partir de ontem, quem trabalha e mora em diferentes margens do rio Tejo enfrenta mais um obstáculo nas suas deslocações diárias.

O Bloco de Esquerda não pode deixar de contestar a irresponsabilidade do Governo e a sua teimosia em prejudicar as populações, em especial as que já se vêem obrigadas a suportar os custos de uma má política de coordenação entre os operadores de transportes, as tarifas demasiado elevadas praticadas pela Fertagus e a ausência de um passe intermodal que inclua os comboios da Fertagus e o Metro Sul do Tejo.

Numa época em que o aumento do preço dos combustíveis aconselharia à promoção de um transporte público ecológico, barato e integrado, e em que as mais-valias urbanísticas servissem para financiar os investimentos de modernização e de desenvolvimento dos sistemas de transportes metropolitanos, o Governo tudo faz para destruir esse caminho. Ao invés, o Governo conduz-nos a um beco sem saída.

O Bloco de Esquerda continuará a lutar, juntamente com trabalhadoras/es e utilizadoras/es, por um serviço de transportes público barato e de qualidade como condição primeira do respeito pelo direito à mobilidade das populações.

A Concelhia do Bloco de Esquerda de Almada

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