A emancipação da mulher passa igualmente pela mudança culturalsublinha a Juventude Socialista do Barreiro

Por Jornal Rostos
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, encontra a sua origem no início do século XX em homenagem às mulheres que morreram numa fábrica têxtil situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, por exigirem melhores condições de trabalho. Assim, este dia encontra a sua génese na busca intemporal e perseverante por melhores condições de vida, reconhecendo também o seu papel desenvolvido na reivindicação de uma participação plena e igualitária na sociedade e na luta contra a discriminação.
Atualmente, e segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho, e pese embora na última década se tenham verificado progressos assinaláveis ao nível da igualdade de género, continua por mitigar um fosso significativo entre homens e mulheres no acesso ao trabalho e qualidade de emprego. Alguns dados que ilustram este fenómeno traduzem-se no facto de existirem mais mulheres economicamente inativas quando comparadas com o sexo oposto, na maior dificuldade no acesso ao mundo laboral, e ainda a prática de remunerações mais baixas e menores benefícios para trabalho de igual valor. Factos estranhos sobretudo quando em oposição a dados como uma menor taxa de abandono escolar entre as mulheres, assim como uma maior frequência universitária entre estas.
Reconhecemos que foram criados diversos mecanismos de aperfeiçoamento para a temática que hoje versamos, como são disso exemplo a Lei da Paridade, a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, ou ainda o Plano Nacional para o Combate à Violência Doméstica com a posterior classificação de crime de natureza pública para casos de violência doméstica. Todos estes mecanismos visam fundamentalmente a inequívoca afirmação da igualdade de género. Porém, a emancipação da mulher não passa apenas pela luta por um maior equilíbrio de direitos da mulher no mundo do trabalho e na harmonia familiar, esta passa igualmente pela mudança cultural, em especial das novas gerações imunes aos preconceitos de décadas anteriores e mais propensas à solidariedade para com as gerações vindouras.
Ao ser criada esta data assiste-se um pouco por todo o lado à organização de debates, conferências e workshops, numa tentativa digna de valorizar o papel da mulher nas sociedades modernas, promovendo o direito civilizacional pela igualdade de género. Todavia, acreditamos que mais e melhor pode e deve ser feito.
Para a JS há ainda barreiras jurídicas e sociais a derrubar no domínio da igualdade de género, devendo-se reconhecer o carácter prioritário à promoção da igualdade entre homens e mulheres. Este cenário deve ter expressão, por exemplo, ao nível da participação política, da igualdade de oportunidades no acesso ao mercado de trabalho, assim como ao nível do combate à violência doméstica.
Deste modo, a Juventude Socialista do Barreiro vem assinalar este dia, saudando todas as mulheres em particular, ao reivindicar uma mudança efetiva no paradigma de discurso pela igualdade, pois este não se pode traduzir somente num registo panfletário, qual imperativo de circunstância esgotado, mas sim num esforço pleno de exercício de cidadania que coloque todos e todas no mesmo padrão de desenvolvimento social, cultural, económico e político. Estaremos, como aliás sempre estivemos, disponíveis a atuar nesse sentido.
Barreiro, 8 de Março de 2012
O Secretariado da Juventude Socialista do Barreiro













