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Bastidores

Deputados do PCP de Setúbal questionam o Governo sobre os cortesnas carreiras do Tejo penalizando os concelhos de Almada, Barreiro, Montijo e Seixal

Os deputados do PCP, Bruno Dias, Francisco Lopes e Paula Santos, eleitos pelo Círculo Eleitoral de Setubal, quiseram saber se, para além do Governo, das empresas privadas do setor e das administrações das empresas que tutela, outras entidades foram informadas sobre estas medidas concretas na Soflusa e na Transtejo e deram o seu apoio a estas desastrosas decisões.

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Deputados do PCP de Setúbal questionam o Governo sobre os cortes nas carreiras do Tejo penalizando os concelhos de Almada, Barreiro, Montijo e Seixal

Por Jornal Rostos

Deputados do PCP questionam o Governo sobre os cortes nas carreiras e circulações da Transtejo e Soflusa, penalizando os concelhos de Almada, Barreiro, Montijo e Seixal

Os cortes nas carreiras e circulações na Transtejo e Soflusa aplicados a partir de 27 de Fevereiro merecem a mais firme condenação por parte do PCP. O Governo eliminou 79 ligações fluviais por semana entre o Seixal e o Cais do Sodré, 68 entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, 78 entre Cacilhas e o Cais do Sodré, 32 entre a Trafaria e Belém, 39 entre Porto Brandão e Belém e 29 entre o Montijo e o Cais do Sodré. Ao fazê-lo, ataca direitos das populações e dos trabalhadores e degrada ainda mais as suas condições de vida.
A redução das carreiras fluviais na Transtejo e na Soflusa e a consequente alteração dos horários na CP na linha do Sado põe em causa o direito à mobilidade, à qualidade de vida das populações, ataca estas empresas públicas que prestam serviços essenciais e os postos de trabalho a pretexto do falso combate às despesas operacionais com estas empresas.

Não é com estas medidas que se resolvem os prejuízos das empresas do Sector Empresarial do Estado, como o Governo pretende fazer crer. O que está em causa com estas medidas negativas é o favorecimento de grupos económicos, preparando estas empresas para a privatização e passar para a lógica do lucro o transporte público.
Os recentes aumentos nos valores dos bilhetes e passes, a ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, a eliminação de serviços chamados “não lucrativos” e a consequente redução do número de postos de trabalho, repetindo as mentiras em torno das razões dos prejuízos destas empresas, Transtejo e Soflusa, bem como outras empresas do Sector Empresarial do Estado serão certamente para os grupos económicos mais apetecíveis.

O PCP já denunciou esta inaceitável situação, defendendo a manutenção destes serviços e apelando à mobilização e luta dos utentes e trabalhadores contra estas medidas, pela reposição das carreiras suprimidas.

Os deputados do PCP, Bruno Dias, Francisco Lopes e Paula Santos, quiseram saber se, para além do Governo, das
empresas privadas do setor e das administrações das empresas que tutela, outras entidades foram informadas sobre estas medidas concretas na Soflusa e na Transtejo e deram o seu apoio a estas desastrosas decisões.
Os deputados do PCP interrogaram o Governo para saber se este vai ou não tomar medidas para inverter estas opções politicas e promover, não o corte, mas o reforço do transporte público fluvial.

O Gabinete de Imprensa da DORS do PCP

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