Eleições para a Distrital de Setúbal do Bloco de EsquerdaEleitos da Lista B refutam declarações de Mariana Aiveca
Mariana Aiveca, da lista A, que venceu as eleições, afirmou que a Lista B, está -"mais preocupada com questões internas do que propriamente com a apresentação de propostas que viabilizassem um combate à política da troika", declarações refutadas pela Lista B.

Por Jornal Rostos
Eleições para a Distrital de Setúbal do Bloco de Esquerda
Comunicado de imprensa
No último fim-de-semana ocorreram no distrito de Setúbal eleições para a coordenadora distrital do Bloco de Esquerda, em que pela primeira vez concorreram duas listas: A lista A, afecta à direcção, e a lista B que integrava um conjunto de militantes preocupados com o rumo do Bloco no distrito.
Em recentes declarações à imprensa local, a deputada Mariana Aiveca da lista A desvalorizou a participação da outra lista concorrente afirmando que esta estaria mais preocupada com questões internas do que propriamente com a apresentação de propostas que viabilizassem um combate à política da troika.
Os eleitos pela lista B refutam estas afirmações, considerando que as mesmas radicam numa visão sectária e que deturpa os programas das listas concorrentes.
De facto, ambas as listas apresentavam como seu principal objectivo o combate sem tréguas à política de direita do actual governo tutelado pela troika; ambas as listas afirmavam ser essa a sua prioridade imediata e foi em torno dessa prioridade que apresentaram diferentes propostas de acção.
A lista B não pode, no entanto, deixar de lamentar que a coberto da necessidade de combate à política anti social do governo se evitasse fazer o balanço da acção do Bloco no distrito que nas últimas eleições se saldou por uma derrota eleitoral, em que o Bloco perdeu parte significativa do seu eleitorado. De igual modo, a lista B identificou situações de interpretação pouco democrática dos estatutos, que a próxima convenção irá por certo clarificar. Não obstante este facto, a lista B considera que passado o processo eleitoral, o tempo é de convergência na acção, e de urgência no combate sem tréguas à mais grave situação vivida pelos trabalhadores desde o 25 de Abril.
Setúbal, 5 de Abril 2012
Adelino Fortunato
Albérico Afonso
João Madeira













