Cabeça-de-lista do PSD pelo distrito de Setúbal nas últimas legislativas«A imagem de Portugal mudou junto dos nossos parceiros e dos mercados internacionais»
Manuela Ferreira Leite lembra a situação em que o PSD encontrou o país, “depois da irresponsável governação socialista”, realçando que em 2009 já tinha alertado para a necessidade de uma ajuda externa, caso não fossem tomadas medidas.

Por Jornal Rostos
Várias personalidades ligadas ao PSD defenderam ontem que, no último ano, a imagem de Portugal junto dos parceiros europeus e dos mercados melhorou substancialmente, resultado das políticas e reformas que têm sido realizadas pelo actual Governo.
No âmbito do primeiro aniversário do PSD nas legislativas, assinalado com a realização da conferência “Consolidação, Crescimento e Coesão”, os social-democratas destacaram as reformais estruturais que têm sido feitas, não só para equilibrar as contas públicas, mas também para que Portugal não venha a precisar no futuro de mais ajuda externa.
Manuela Ferreira Leite lembra a situação em que o PSD encontrou o país, “depois da irresponsável governação socialista”, realçando que em 2009 já tinha alertado para a necessidade de uma ajuda externa, caso não fossem tomadas medidas.
“Na altura avisei que perderíamos a independência económica. E perdemo-la. O país foi obrigado a assinar o memorando de entendimento com a troika”, sublinha a ex-líder do PSD.
Ferreira Leite diz que o caminho que está ser percorrido é bastante difícil, tendo em conta que a consolidação orçamental, que tem que ser feita, obriga à recessão, mas que no entanto, é necessário combater o desemprego, criando condições para uma alavancagem das PME´s.
“Com o nosso comportamento temos ganho a credibilidade de que necessitávamos”, refere.
A cabeça-de-lista do PSD pelo distrito de Setúbal nas últimas legislativas, e actual Secretária de Estado do Tesouro e Finanças, Maria Luís Albuquerque, defende que um ano depois” a imagem de Portugal mudou junto dos nossos parceiros e dos mercados internacionais”.
Após quatro avaliações da troika, o Governo “está a cumprir as metas propostas”, tendo sido dada luz verde à 5ª tranche de ajuda, no valor de 4,1 mil milhões de euros, significando que já foram transferidos 75 por cento dos fundos totais.
“Estamos a fazer reformas mais profundas, com mais ambição”, diz Maria Luís Albuquerque, esperando que no próximo ano, Portugal possa entrar no período de crescimento.
A governante alerta para a necessidade de criar condições “para que daqui a uns anos não tenhamos de recorrer outra vez a um plano de ajuda externa”.
O primeiro vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, considera que é “errado pensar que podemos crescer sem consolidar as contas públicas”, criticando os partidos de esquerda, os quais acusa de se “esquecerem das políticas que trouxeram Portugal a este estado”.
Para o dirigente do partido, o Governo está a projectar um novo modelo de desenvolvimento, assente em dois pilares fundamentais: cumprimento dos objectivos e resolução dos problemas estruturais.
“É importante olhar para esta crise como a grande oportunidade para resolver os problemas estruturais que tínhamos”, realça.
O presidente da Comissão Política Distrital de Setúbal do PSD, Pedro do Ó Ramos, lamenta que no período da governação socialista apenas se tenham feito “anúncios faraónicos de investimentos para a região”.
O social-democrata lembra que durante este último ano, e apesar dos cortes necessários na despesa pública e da reavaliação de vários investimentos por todo o país, o Governo decidiu manter obras estruturais para a região, como é o caso da concessão Baixo Tejo.
Por outro lado, Pedro do Ó Ramos sublinha a decisão do Governo em extinguir a Sociedade Arco Ribeirinho Sul, que apresentava uma despesa enorme e duplicação de competências.
“O projecto de reabilitação e requalificação urbana da área compreendida entre Almada e Alcochete é de grande relevância e vai continuar noutros moldes, mas sem que existam duplicação de custos para o Estado”, adianta.
“Estamos a ter um sinal diferente no país e no distrito. Este foi efectivamente um ano de mudança”, conclui Pedro do Ó Ramos.
Fonte - PSD













