Movimento Democrático de Mulheres - SetúbalAs desigualdades sociais não param de aumentar

Por Jornal Rostos
O TEMPO DE LUTA DAS MULHERES É HOJE E AGORA
O MDM não pode calar a sua contestação à política seguida por Passos Coelho e Portas, cada medida é pior que a anterior. As mulheres são a metade mais sofrida da população e as mais pobres entre os pobres, e isto põe em causa os alicerces da sociedade.
O MDM apela a todas as mulheres para participarem nas acções de protesto e de luta contra esta política de austeridade sem limites! É caso para dizer que o espaço das mulheres é hoje na luta e nas ruas. O tempo de luta das mulheres, é hoje e agora. Não se pode calar mais o sofrimento, a injustiça, a incompetência, a malvada opção política seguida obsessivamente por Passos Coelho e Portas. Só quem não quer, não vê o descalabro do país – as empresas fecham e os trabalhadores são mais e mais sem emprego, sem salários, e muitos a viverem já da “caridade”.
As desigualdades sociais não param de aumentar. O fosso entre os rendimentos das maiores fortunas e a maioria da população é cada vez maior. E das maiores da Europa a 27.
É prepotência dizer aos portugueses que este caminho é o único e que é irreversível. São muitos os avisados que propõem outras políticas, alternativas para criar emprego, produzir no país, aproveitar a agricultura, as pescas, a industria. São muitas as opções se não ficarmos limitados aos mercados financeiros.
A hora é de lutar por políticas para pôr o País a progredir, para pôr os trabalhadores, homens e mulheres, a viver com dignidade.
As mulheres, unidas, de todas as gerações, têm capacidade, são uma força capaz de intervir e engrossar a luta.
Este Governo (PSD/CDS) insiste, com despudor face aos números que mostram em cada dia o fracasso do que dizem no dia anterior, em seguir obsessivamente as ordens da TROIKA.
É preciso romper com o Pacto assinado com a Troika, porque foi esse Pacto que abriu o caminho da ruína em que mergulharam a população e o país.
Hoje, agora, em todo o país, da cidade aos campos, assiste-se a um autêntico massacre dos trabalhadores e de quem vive da sua reforma ou pensão, conquistas de uma longa vida de trabalho.
Não se pode calar mais a avidez e o desassombro desta equipa governativa. Mal tinha acabado de anunciar o roubo de 7% nos salários dos trabalhadores da função pública e do sector privado, e o roubo nas pensões e reformas e já o Governo estava a declarar que até ao final do ano vai haver mais medidas de austeridade, mais cortes nos direitos de quem trabalha.
Não podemos calar que mal o Governo tomou posse não pararam os aumentos brutais nos impostos directos e indirectos, o que aumentou desproporcionadamente os preços e consequentemente o custo de vida. Aumentaram as portagens, os combustíveis, os passes sociais – inclusivamente para idosos e estudantes, os transportes, a electricidade, o gás. Anunciaram mais aumentos de IRS, IMI. As rendas de casa vão ter aumentos brutais.
Na Administração Pública o desrespeito é total. Foi o roubo do subsídio de Férias e de Natal, o congelamento das carreiras e os cortes nos salários, são as mudanças de regras todos os dias. É a mobilidade obrigatória dos trabalhadores, a que não se podem negar, sob pena de verem diminuídos os seus vencimentos quase para metade.
Está visto! Para este Governo a austeridade não tem limites!
Não se pode calar! O Governo com esta política está a aprofundar os problemas do País e a atingir todas e todos aqueles que vivem do seu trabalho. Para além disso, esta política é responsável por criar novos problemas aos cidadãos e à própria orgânica do Estado.
A recessão aumenta, a economia subterrânea já representa mais de 25% do PIB e a população está mais pobre. Em contrapartida as grandes fortunas estão a crescer. O sector financeiro – que foi quem provocou a crise mundial – continua a arrecadar fabulosos lucros e a pagar baixos impostos.
O MDM chama a atenção de todos e todas - Esta política tem graves consequências na vida das mulheres e é responsável pelo declínio da igualdade e da justiça social.
São as mulheres que auferem os mais baixos rendimentos, as taxas de desemprego e de precarização no trabalho é maioritariamente feminina. Surgem e agudizem-se a pobreza e a degradação a ela associada. Elas são as mais pobres dos pobres. Violentadas pelo assédio laboral. Dentro do espaço doméstico as violências aumentam de forma quase obscena. Aumenta a exploração das mulheres, aumenta o negócio do tráfico, com fabulosos lucros, e as mulheres são empurradas para a prostituição ou para trabalhos forçados fora da lei.
Há muitas razões para que as mulheres, unidas, digam alto, que JÁ CHEGA DESTA POLÍTICA criminosa!
Os direitos das mulheres e a dignidade são ponto de honra na luta pela emancipação das mulheres e dos povos.
Lutar por uma política da igualdade, de facto, no emprego, na escola, na saúde, é para as mulheres um compromisso e exigência. É um compromisso que o MDM vai alargar a muitas e muitas trabalhadoras, muitas e muitas mulheres.
Lisboa, 14 de Setembro de 2012













