Heloísa Apolónia de «Os Verdes, Setúbal alertaPéssimas condições da Escola Navegador Rodrigues Soromenho em Sesimbra
Na sequência dessa deslocação, e pela urgência de questionar o Governo sobre a inadmissibilidade das condições em que funciona a referida escola, a deputada ecologista dirigiu hoje mesmo uma Pergunta ao Ministério da Educação colocando um conjunto de questionamentos necessários.

Por Jornal Rostos
Em deslocação à escola Navegador Rodrigues Soromenho, do 2º e 3º ciclos, em Sesimbra, foime possível constatar as más condições em que a comunidade escolar vive, num espaço, quer interior quer exterior, sem condições para acolher a dimensão do número de alunos em causa.
A escola, construída por volta dos anos 40, está nitidamente a precisar de ser intervencionada, dadas as más condições em que se encontra, designadamente ao nível de infiltrações, de instabilidade do chão e de tantos outros pormenores de construção.
Com cerca de 500 alunos, superlotada, não tem mais espaço para inventar locais para salas de aula, quando já o próprio refeitório da escola é usado justamente para essa função, com todo o serviço de cozinha a funcionar paredes meias.
O mesmo refeitório, que à hora de almoço deixa a sua função de sala de aula para passar a ser refeitório, com uma dimensão muito reduzida para tantos alunos torna-se uma perturbação para muitas crianças e jovens, os quais muitas vezes optam por sair da escola e ir comer aos cafés da área aquilo que conseguem comer pelo preço de uma refeição escolar, ou seja quase nada.
Há mais de 30 anos o espaço interior da escola foi ampliado com a construção de um pavilhão em madeira provisório, com 3 salas de aula, onde se encontra também guardado o material de laboratório para uma escola que, não tendo laboratório, o inventa e reinventa nessas salas de aula. É justamente este pavilhão que tem o teto revestido a amianto sem que alguma entidade, alguma vez, tenha aferido do estado em que se encontram essas placas de amianto e muito
menos que se tenha, alguma vez, feito qualquer medição de libertação de partículas de amianto.
O ginásio, dada a dimensão da comunidade escolar, e a necessidade de intervenção no edifício, exige que as aulas de educação física de 90 minutos não sejam ali praticadas, mas sim num outro ginásio exterior, que requer pagamento de aluguer e requer que as crianças e jovens se desloquem para lá, tendo-se já dado inclusivamente casos de acidentes.













