Mulheres Socialistas de SetúbalOs portugueses e as portuguesas não estão condenados a ser pobres

Por Jornal Rostos
No passado dia 17 de Outubro assinalou-se o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
A comemoração deste dia, tendo em conta o contexto sócio económico que nos encontramos a viver, é redobrada de significado. Assistimos atualmente a um acentuar do empobrecimento de muitas famílias portuguesas, muitas delas nunca lhe teria ocorrido que um dia chegariam a uma situação de pobreza, que as pudesse privar do acesso a determinados bens essenciais, como por exemplo a alimentação ou habitação. Direitos fundamentais e consagrados na Constituição da República Portuguesa.
A pobreza, não é um fenómeno neutral em termos de género, sendo as diferenças entre homens e mulheres mais significativas do que o que se revela.
Tendo por base o método de cálculo, baseado no rendimento entre homens e mulheres, exige um especial olhar crítico perante a natureza da pobreza numa perspetiva de género. É visível que a mulher está em desvantagem em comparação com o homem, quer no que diz respeito ao desemprego, quer em relação aos rendimentos de trabalho. Há mais mulheres desempregadas do que homens e estes ganham mais.
A efeméride do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza deverá servir para consciencializar que Portugal é um país cada vez mais pobre e desigual.
Em 2010, cerca de 2 milhões de portugueses eram pobres, hoje todos os indicadores apontam para que nos próximos tempos o número de portugueses pobres suba para os 3 milhões, o que significa um terço dos portugueses.
A politica do governo PSD/PP, e muito em particular o Orçamento de Estado apresentado recentemente, vai no sentido de empobrecer os cidadãos em geral e a classe média em particular.
O orçamento de Estado representa mais austeridade e mais pobreza, já que com ele teremos mais cortes nas pensões sociais; mais cortes nos salários reais; mais impostos, sendo que o enorme aumento de imposto se repercute com mais violência em quem menos ganha.
A política do atual governo traduz uma deliberada estratégia para agravar desigualdades e gerar mais pobreza. Rejeitamos e lutaremos contra esta política.
Os portugueses e as portuguesas não estão condenados a ser pobres.
O combate à pobreza e exclusão passa pela implementação de politicas sociais de forma estruturada que promovam a inclusão e estimulem o mercado de trabalho. Este é um passo determinante para criar condições que permitam a autonomização das famílias mais empobrecidas.
Todas as crianças, jovens, homens e mulheres devem ter direito ao acesso a um nível de vida condigno, que lhe permita ter acesso á saúde, educação, alimentação, habitação, vestuário, enfim, ao bem – estar social. O que só é possível com uma maior e melhor redistribuição da riqueza.
Deste modo, é necessário e urgente que Portugal tenha programas de crescimento e desenvolvimento económico e social e uma politica voltada para as pessoas. O combate à pobreza e às desigualdades em geral é um imperativo nacional. As mulheres Socialistas estão na linha da frente deste combate.













