Saltar para o conteúdo
Bastidores

Líder da bancada parlamentar do PSD, Luis Montenegro em Almada«É possível ter um estado mais eficiente se houver coragem de reformar»

O líder da bancada parlamentar do PSD, Luis Montenegro, afirmou ontem que é necessário um estado que assegure os serviços públicos, que gaste menos, mas que seja capaz de assegurar as suas obrigações, sendo esse um dos objectivos principais do Governo para dar aos cidadãos mais justiça e uma maior equidade.
No âmbito de uma iniciativa do PSD Almada dedicada aos desafios do novo ano político, o social-democrata defendeu a importância de transformar uma “máquina pesada e burocrática” num estado mais eficiente, sendo para isso necessária “coragem para reformar”.
“A nossa principal batalha eleitoral era mudar o país. A necessidade de mudança”, realça.

3 min de leitura
Líder da bancada parlamentar do PSD, Luis Montenegro em Almada «É possível ter um estado mais eficiente se houver coragem de reformar»

Por Jornal Rostos

Luís Montenegro dá como exemplo a reestruturação que o Governo efectou no sector dos transportes públicos, que resultou na apresentação de resultados financeiros equilibrados por parte das empresas, não continuando assim a alimentar as dívidas existentes.
“Os mais carenciados, aqueles que verdadeiramente precisam, têm agora um passe que custa menos, após esta reestruturação. Quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos”, apontou.
Para o deputado, este é o caminho a seguir, embora reconheça que o mesmo é “muito difícil”. No entanto, assinala que este é um “momento crucial” para os portugueses.
“Andamos durante anos a alimentar as nossas dinâmicas à conta do dinheiro que era pedido para financiar e sustentar esse desenvolvimento”, sublinha o líder do Grupo Parlamentar do PSD, acrescentando que “em seis anos praticamente duplicámos a dívida pública. Não só não conseguimos gerar receita para pagar as nossas obrigações, como nos fomos endividando cada vez mais”.
Actualmente, Portugal está a pagar 7,5 mil milhões de euros só de juros, sendo esta uma verba igual à que é despendida anualmente para o Sistema Nacional de Saúde.
Luis Montenegro critica os que dizem que Portugal não deve pagar o que deve, desafinado-os a tomarem como exemplo o que sucedeu à Argentina após não ter pago as dívidas.
“Aqueles que hoje dizem que não devemos pagar, olhem para Argentina e como, em bancarrota e no caos social”.
Mas também para os que defendem o abrandamento, deixou o exemplo da Grécia.
“O momento é muito decisivo, existindo apenas três opções: não pagar, pedir o prolongamento do pagamento das dívidas ou então o caminho mais difícil, mas aquele que dá uma luz de esperança, que daqui a uma década possamos não estar em crise”, referiu.
Luis Montenegro não tem dúvidas em afirmar que o desígnio de Portugal “é recuperar o mais rapidamente possível, é poder ter a liberdade em tomar as nossas opções, algo que não acontece hoje”.
Para o deputado e presidente do PSD Almada, Nuno Matias, é importante que as medidas implementadas sejam bem explicadas aos portugueses, de modo a que todos se possam aglutinar em torno do projecto reformista do Governo.
O parlamentar diz que este é um processo que quer “mudar os alicerces do país, mudar os paradigmas, para um estado que deixe respirar, construir”.
Nuno Matias considera que é necessário “mudar um país que estava condenado, resultado de decisões no mínimo discutíveis e no máximo condenáveis”, acrescentando que “se nada fosse feito hipotecávamos o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos”.

Fonte - PSD

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção