JS Palmela defende um programa de arrendamentodestinado em especial a jovens e a famílias carenciadas
A JS Palmela apresentou críticas devido ao crescente endividamento da Câmara Municipal de Palmela.

Por Jornal Rostos
Assembleia Municipal de Palmela rejeita programa de arrendamento proposto pela Juventude Socialista de Palmela
A Juventude Socialista de Palmela esteve presente na sessão ordinária da Assembleia Municipal de Palmela, que decorreu no passado dia 19 de Dezembro.
Numa intervenção no período antes da ordem do dia, o coordenador concelhio, Bruno Grazina, expressou o desagrado e a discordância da JS Palmela face ao aumento do IMI e face ao orçamento apresentado para votação na referida sessão, referindo que o aumento de IMI é uma insistência cega em políticas de austeridade e que não se compreende como um município liderado por um partido que a nível nacional defende a redução dessa mesma taxa, a nível local seja capaz de levar a cabo políticas que evidentemente prejudicam e traem a confiança das populações.
Quanto ao Orçamento, a JS Palmela apresentou críticas devido ao crescente endividamento da Câmara Municipal de Palmela e da resposta do executivo comunista se basear na hipoteca de receitas futuras, esquecendo por completo os jovens, o que é contrário ao princípio da equidade intergeracional e que deixa uma pesada herança à actual geração jovem e também às gerações vindouras.
Afirmando que a austeridade não leva a bom porto e que é preciso soluções práticas e concretas para os problemas, e tendo identificado vários, nomeadamente ao nível da emancipação e habitação jovem, o coordenador concelhio da JS Palmela, apresentou uma forma alternativa de utilização do arrendamento como solução a estes problemas.
A JS Palmela apresentou assim um programa de arrendamento destinado em especial a jovens e a famílias carenciadas, onde se pretendia que o município procurasse estabelecer protocolos com os proprietários de imóveis nos centros históricos, no sentido de intervencionar os referidos prédios, tornando-os habitáveis e obter dos proprietários o direito de uso dos mesmos durante um determinado período, deste modo o município poderia arrendar o imóvel abaixo do custo de mercado, recebendo a renda até perfazer o valor investido no imóvel.
Esta medida seria fundamental para a revitalização dos centros históricos, para a fixação de população jovem no município e para o apoio às famílias mais carenciadas que necessitam de habitação condigna.
A proposta apresentada por Bruno Grazina foi concretizada na forma de uma moção, apresentada pela bancada do Partido Socialista da Assembleia Municipal e foi rejeitada.
A Juventude Socialista de Palmela repudia a rejeição de uma proposta que visava a defesa dos interesses dos jovens e dos mais carenciados, sendo a mesma incompreensível quando as justificações apresentadas para a rejeição foram claramente razões de interesse político.
A JS Palmela considera fundamental a prossecução do interesse geral das populações, em detrimento de interesses políticos, vindo deste modo reafirmar o compromisso com as populações de continuar a defender os seus reais interesses, por muito que isso cause incómodos aos interesses políticos instalados.
São os princípios que comandam as acções da JS Palmela e assim continuarão a ser, por muito que custe a algumas pessoas, e neste sentido, apesar da rejeição desta proposta e da possível rejeição de futuras propostas por motivos idênticos, a JS continuará ao lado dos reais interesses e aspirações das populações, dando –lhes voz, lutando contra as injustiças, sempre na procura intransigente da defesa das pessoas e por isso irá continuar a transmitir as suas ideias e projectos às entidades competentes, intervindo nos espaços públicos destinados para o efeito.
Não desistiremos de lutar por um Concelho melhor!
Fonte - JS Palmela













