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Bastidores

Pedro do Ó Ramos, presidente da Distrital de Setúbal do PSD«É necessário apostar na industrialização e na produção, promovendo o empreendedorismo e a inovação»

SETÚBAL - O deputado e presidente da Distrital de Setúbal do PSD, Pedro do Ó Ramos, defende que Portugal tem que deixar de ser um país voltado para os serviços e apostar cada vez mais na produção, pois só assim que conseguirá gerar riqueza.
O social-democrata sublinha que é necessário apostar na industrialização e na produção, promovendo o empreendedorismo e a inovação.

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Pedro do Ó Ramos, presidente da Distrital de Setúbal do PSD «É necessário apostar na industrialização e na produção, promovendo o empreendedorismo e a inovação»

Por Jornal Rostos

Estas declarações foram feitas no âmbito das II Jornadas do PSD dedicadas à Consolidação, Crescimento e Coesão, que se realizaram este sábado, em Setúbal e onde foram apontados vários caminhos para a recuperação do país.
Pedro do Ó Ramos lembra que ao longo dos anos Portugal endividou-se e não cresceu. “Gastámos muito mais do que aquilo que podíamos, para além de não termos feitos os investimentos necessários. Agora estamos a pagar a factura que outros deixaram”, lembra.
O líder da distrital do PSD critica ainda o afastamento do PS de todo este processo de salvação do país, ao não querer discutir a reforma do Estado. Está a prestar um péssimo serviço a Portugal e aos portugueses”, afirma.
A cabeça-de-lista do PSD pelo distrito de Setúbal e secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, salienta a importância de se discutirem as reformas a implementar e as que estão em curso.
A governante alerta também que o Estado “está demasiado caro” para a riqueza que o país produz.
“Ao longo de demasiados anos, Portugal viveu uma ilusão de prosperidade futura. Muitas das opções desconsideraram totalmente a sustentabilidade”.
Maria Luís Albuquerque recorda que em menos de 40 anos de regime democrático este é o terceiro pedido de resgate. “É uma situação que tem que ser analisada”.
No debate de soluções para o futuro do país, Manuel Pinto de Abreu acredita que o mar será determinante para o sucesso.
O secretário de estado do Mar diz que Portugal “é hoje em dia um dos países mais reconhecidos ao nível do pensamento do que deve ser o mar”.

Fonte - PSD
“Há um ano e meio diziam que a Política Comum de Pescas ia ser um desastre. Hoje podemos que
reconhece o que é a dimensão do espaço marítimo de Portugal”.
Manuel Pinto de Abreu diz ainda que as expectativas são de que os fundos aumentem, sendo esta
uma evidência das reformas que têm sido levadas a cabo com os agentes do sector, dando como
exemplo a certificação da sardinha.
“Somos dos poucos países, senão o único, que conseguiu, em dois anos consecutivos, aumentar
as nossas quotas”, adianta.

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