Deputados do PCP de SetúbalQuestionam o Governo sobre a situação dos centros de saúde de Almada e Seixal

Por Jornal Rostos
No que diz respeito aos médicos, 27 pediram aposentação no ano passado, num total de 146 médicos, isto é, num curto espaço de tempo, o número de médicos reduzir-se-á cerca de 20%. Há cerca de 70 mil utentes sem médico de família e com a saída desses médicos estima-se que mais de 110 mil utentes fiquem sem médico de família (cerca de 1/3 dos utentes que pertencem ao ACES Almada/Seixal).
A Lei do Orçamento do Estado para 2013 impõe a impossibilidade de acumulação de funções dos trabalhadores da Administração Pública. Na sequência desta norma, o ACES perderá 22 enfermeiros e dois médicos que desempenham funções em acumulação. A saída destes enfermeiros criará acrescidos constrangimentos no Serviço de Atendimento Permanente, no apoio ao domicílio e nas salas de tratamento.
Não está previsto nenhum mecanismo de contratação de profissionais de saúde para suprir as necessidades existentes. A situação poderá agravar-se ainda mais, considerando que o regime que permite a contratação de médicos aposentados vigora até Julho de 2013.
Os deputados do PCP, Paula Santos, Francisco Lopes e Bruno Dias, quiseram saber que medidas pretende o Governo tomar para atribuir médico de família a todos os utentes e como pretende o Governo assegurar os cuidados de saúde primários de qualidade aos utentes, tendo em conta o número de médicos e de enfermeiros que brevemente deixarão de desempenhar funções no ACES Almada/Seixal. Os deputados comunistas também interrogaram o Governo sobre a forma como este pretende solucionar a carência de recursos humanos existentes.
Fonte - PCP













