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Bastidores

Serviço de Oncologia do Centro Hospitalar do Barreiro/MontijoDeputados socialistas de Setúbal questionam o Ministro da Saúde

"A difícil situação em que se encontra atualmente o serviço de oncologia do CHBM- Centro Hospitalar do Barreiro/Montijo” referem os deputados socialistas, eleitos pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, “configura um inaceitável e incompreensível desrespeito pelos utentes, pelas equipas e pelo excelente serviço diferenciado e de referência que esta unidade presta".

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Serviço de Oncologia do Centro Hospitalar do Barreiro/Montijo Deputados socialistas de Setúbal questionam o Ministro da Saúde

Por Jornal Rostos

SERVIÇO DE ONCOLOGIA DO CENTRO HOSPITALAR BARREIRO/MONTIJO: DEPUTADOS SOCIALISTAS QUESTIONAM MINISTÉRIO DA SAÚDE

Os deputados socialistas, eleitos pelo Círculo Eleitoral de Setúbal – Eurídice Pereira, Vieira da Silva, Eduardo Cabrita, Duarte Cordeiro e Ana Catarina Mendes - , e Manuel Pizarro e Antónia Almeida Santos, da Comissão Parlamentar de Saúde, questionaram, hoje, por escrito, o Ministro da Saúde no sentido de saberem como pretende o Governo garantir o adequado funcionamento do serviço de Oncologia do Centro Hospitalar do Barreiro/Montijo, bem como saber se o Governo considera a possibilidade de encerramento deste serviço.
Pretendem os parlamentares ter conhecimento de quais as medidas que o Governo pretende implementar para garantir a contratação de médicos especialistas para o serviço de oncologia, de modo a reverter a situação existente e quando prevê o governo ter a situação normalizada.
Segundo os socialistas “a Unidade de Oncologia do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo (CHBM) iniciou a sua atividade em 1994 e ao longo destes 19 anos tem vindo a afirmar-se como serviço de referência e diferenciação nos serviços prestados. Em 1997 definiu-se que a área da Oncologia seria uma área de desenvolvimento estratégico tendo, neste percurso de tempo, sido realizados avultados investimentos que permitiram a esta unidade hospitalar tornar-se na única unidade a realizar o ciclo completo para diagnóstico e tratamento dos doentes oncológicos fora dos centros do Instituto Português de Oncologia e de alguns hospitais centrais. “
“Tal situação” , lembram, “ só foi possível graças à garantia da presença de um especialista de oncologia médica no hospital 365 dias por ano, até às 24h, para atendimento da doença aguda oncológica em consonância com as recomendações médicas internacionais nesta área. “

Mais dizem que “não obstante a inquestionável qualidade e diferenciação do serviço de oncologia do CHBM, este debate-se com sérias dificuldades motivadas pela escassez de médicos. Tal situação, além de criar dificuldades acrescidas no acesso dos doentes oncológicos e aos tratamentos que os mesmos necessitam, pode mesmo impossibilitar a continuidade deste serviço.”

“A difícil situação em que se encontra atualmente o serviço de oncologia do CHBM” acusam “configura um inaceitável e incompreensível desrespeito pelos utentes, pelas equipas e pelo excelente serviço diferenciado e de referência que esta unidade presta, sendo urgente clarificar os motivos subjacentes que levaram a esta situação, bem como se existem medidas que possam ser implementadas para reverter esta realidade.”

Palácio de S. Bento, 30 de maio de 2013

Fonte - PS

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