Carlos Humberto, candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal do BarreiroDefende que os TCB sejam justamente compensados pelo serviço que prestam
“O Barreiro é reconhecido como sendo um dos ou mesmo o concelho do País onde existe a maior percentagem de deslocações em transporte público e aquele onde existe a menos dependência face ao transporte individual” – sublinha Carlos Humberto.

Por Jornal Rostos
Divulgamos o texto integral da Declaração do candidato da CDU:
O Direito à Mobilidade é um tema cada vez mais presente na nossa vida quotidiana, dado ser reconhecida a sua dimensão social, particularmente porque se trata de um conceito que esbate desigualdades sociais e promove a coesão territorial.
A forma e os meios que utilizamos nas nossas deslocações permitem influenciar múltiplos aspectos da vida urbana, da nossa qualidade de vida, da sustentabilidade dos recursos, dos consumos energéticos e até da dimensão económica do que nos rodeia.
De facto, por procurarem dar resposta a um vasto conjunto de princípios que emergem das necessidades das populações, os transportes públicos tentam hoje responder, a todos esses vectores.
Está amplamente estudado e provado que, para além de ambientalmente mais sustentáveis e energeticamente mais favoráveis, os transportes colectivos promovem ainda um desenvolvimento económico assinalável, quer seja pela dinâmica que impelem às cidades e locais onde operam, quer seja por factores de empregabilidade directa e indirecta, nas empresas de transportes e nas entidades de construção e manutenção de intraestruturas e material circulante.
O Barreiro é dos poucos concelhos no País cuja a autarquia toma como sua esta responsabilidade, reconhecendo que se trata de um factor que distingue positivamente o concelho. O Barreiro é reconhecido como sendo um dos ou mesmo o concelho do País onde existe a maior percentagem de deslocações em transporte público e aquele onde existe a menos dependência face ao transporte individual.
Os TCB são, na dimensão do nosso concelho, a assunção do Direito, à Mobilidade, um direito inalienável, a um transporte público de qualidade, com amplitude geográfica e com um custo socialmente justo.
Os TCB, têm conseguido desempenhar este importante papel no desenvolvimento do concelho sem que lhes seja compensado financeiramente pelos diferentes governos os défices tarifários impostos pela mesma tutela, contrariamente ao que acontece com todos os operadores públicos e privados da Área Metropolitana de Lisboa, dificultando cada vez mais a prestação deste serviço de qualidade.
A gestão autárquica da CDU propõe uma visão integrada da política de transportes metropolitana onde os TCB se inserem:
• Com uma Autoridade Metropolitana de Transportes, cada vez mais presente, mais reguladora e com maior intervenção dos municípios;
• A inversão da lógica de privatização do sector, particularmente, por se tratar de um sector estratégico do quadro do desenvolvimento económico da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e do País;
• Que as estratégias de financiamento do sector não sejam assentes politicas que impõem a lógica do utilizador pagador, que ignorem a condição económica das famílias e que não estejam articuladas com uma visão integrada e integral dos ganhos directos e indirectos que são proporcionados pelo investimento numa politica de transportes coerente;
• Que os TCB sejam justamente compensados pelo serviço que prestam e pelo justo valor nos títulos de transportes regulados pelo governo. O facto de assim não acontecer tem sido causador de processos de défice crónico apesar da gestão criteriosa que tem sido possível concretizar;
• Aprofundar, responsável e sustentavelmente, o serviço que é prestado às populações no concelho tendo em vista a sua melhoria, contando para isso com todo o empenho e motivação do seu quadro de trabalhadores e Administração Pública, que são bem o exemplo da capacidade de envolvimento e abnegação ao serviço público.
Barreiro, 11 de Junho de 2013













