Sofia Cabral, deputada municipal do BarreiroCritica concentração nocturna de especialidades nos Hospitais de Lisboa
Sofia Cabral salientou à Lusa que – “a concentração destas especialidades numa única urgência noturna em Lisboa terá um impacto negativo na prestação de serviços de saúde".

Por Jornal Rostos
De acordo com declarações à Agência Lusa, de Sofia Cabral, deputada municipal do Barreiro, que integra a Assembleia Metropolitana de Lisboa – “a partir de 2 de Setembro, com a concentração nestas duas unidades das especialidades de oftalmologia e psiquiatria, os hospitais da Área Metropolitana de Lisboa deixarão de ter estas especialidades no período noturno. Isso vai obrigar a que utentes, nomeadamente da península de Setúbal, tenham de se deslocar ou sejam transferidos para Lisboa»
Grave prejuízo à população da margem sul do Tejo
Sofia Cabral, segundo a Lusa, falou à saída do Ministério da Saúde, após uma reunião com o Secretário de Estado da Saúde, Manuel Ferreira Teixeira, na qual a deputada do Barreiro manifestou o seu «desagrado e preocupação» pela medida, que vai «trazer um grave prejuízo» à população da margem sul do Tejo.
A presidente da Comissão, referiu que os doentes vão continuar a dirigir-se aos hospitais, mas caso se trate de uma urgência nocturna nas especialidades que serão concentradas nos dois hospitais de Lisboa, os utentes são reencaminhados para São José ou Santa Maria.
Um impacto negativo na prestação de serviços de saúde
Refere a Lusa que, de acordo com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), as especialidades que, a partir de setembro, vão ser concentradas de forma faseada na urgência metropolitana serão Oftalmologia, Psiquiatria, Cirurgia Plástica/Maxilofacial, Urologia, Cirurgia Vascular, Neurologia e Gastroenterologia. A Otorrinolaringologia já foi concentrada há cerca de um ano.
Sofia Cabral salientou à Lusa que – “a concentração destas especialidades numa única urgência noturna em Lisboa terá um impacto negativo na prestação de serviços de saúde. Além disso, este assunto não foi discutido nem com a Ordem dos Médicos nem com os autarcas”.













