Vítor Ramalho, ex-líder da Federação do PS de SetúbalConsidera situações «não recomendáveis em Alcácer do Sal e em Grândola»
Vítor Ramalho considera que existem “duas abordagens incontornáveis” - “a primeira respeita à alternativa. Que patrioticamente é inadiável. A segunda a militância. Que é imperioso que seja genuína”.

Por Jornal Rostos
Vítor Ramalho, ex-líder da Federação do PS de Setúbal, hoje, em artigo editado no jornal «Público», refere que – “ser militante é ter um dever de pertença ao partido, não sendo compatível com transigências em filiações fugazes, massificadas em sindicatos de voto, com objectivos instrumentais de luta por cargos nos processos eleitorais internos e por sustentação do clientelismo partidário”.
Destaques não recomendáveis em Alcácer do Sal e em Grândola
“É necessário avaliar se, apesar do esforço sério das candidaturas, não residem também aí os resultados menos positivos, de que é exemplo o distrito de Setúbal, com destaques não recomendáveis em Alcácer do Sal e em Grândola.” – salienta Vítor Ramalho.
Não existem almoços grátis
“É que essa praxis condiciona ou aprisiona mesmo as direcções partidárias nas suas opções. Afinal ‘não existem almoços grátis’ e, por conta, a democracia fica ameaçada.” – refrere o ex-líder da Federação do PS de Setúbal.
“São estas abordagens, que, perante o quadro existente, assumem, como disse, dimensão patriótica, que agora estão em cima da mesa. É, por isso, hora de as enfrentarmos com coragem” – refere Vítor Ramalho.
Todos os partidos tiveram menos votos
No seu artigo Vítor Ramalho salienta que “as eleições autárquicas foram as primeiras eleições realizadas sob o Governo mais impreparado e desumano da nossa história recente”.
Reconhece que ao nível nacional – “a direita teve uma profunda derrota e o PS um excelente resultado”
Recorda o aumento significativo da abstenção, votos em, branco e votos nulos e que “validaram-se candidaturas independentes”, num cenário onde, sublinha – “todos os partidos tiveram menos votos”.
Militância - imperioso que seja genuína
Vítor Ramalho com base na sua análise do resultado eleitoral considera que existem “duas abordagens incontornáveis”: uma sobre o projecto do partido para o país e outra sobre a sua orgânica”.
“A primeira respeita à alternativa. Que patrioticamente é inadiável. A segunda a militância. Que é imperioso que seja genuína” – sublinha.













