Deputados socialistas eleitos pelo círculo eleitoral de SetúbalQuestionam Governo sobre fecho de repartições de finanças

Por Jornal Rostos
deputados socialistas questionam Governo –
Os deputados socialistas eleitos pelo círculo eleitoral de Setúbal – Vieira da Silva, Eduardo Cabrita, Eurídice Pereira, Duarte Cordeiro e Ana Catarina Mendes- , questionaram, hoje, por escrito , o Ministério das Finanças , para clarificar se pretende encerrar repartições de Finanças no distrito de Setúbal e quais são, bem como quais os critérios adotados para o seu encerramento.
No documento, os deputados do PS questionam o ministério liderado por Maria Luís Albuquerque sobre quais os concelhos do distrito de Setúbal que irão perder as respetivas repartições de finanças, se o serviço distrital de finanças de Setúbal irá manter-se ou vai ser extinto e quais os critérios adotados para a seleção de repartições a encerrar.
A deputada Eurídice Pereira, primeira subscritora do requerimento, justifica este pedido com declarações de um membro do Governo e dos dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores de Impostos, entre outras informações que apontavam "no sentido de proceder ao encerramento de um elevado número de repartições de finanças em todos os distritos do país, e portanto, também, no distrito de Setúbal".
"As informações que nos têm chegado apontam para o encerramento das repartições de Sines, Grândola e Alcochete e uma fusão em Almada.”, refere a coordenadora regional do grupo de deputados eleitos pelo PS, em Setúbal.
“O que fizemos, hoje, foi solicitar ao Governo que clarifique que encerramentos pretende fazer e com base em que critérios. Teria sido mais transparente tê-lo feito antes das autárquicas, mas a transparência política, temos vindo a observar, não é o forte desta maioria governativa”, acrescenta a deputada socialista Eurídice Pereira.
O grupo parlamentar socialista do distrito de Setúbal diz, no documento já entregue, que “tem vindo a público a possibilidade de encerramento de um elevado número de repartições de finanças em todo o país, muito para além do previsto e particularmente em locais sem alternativa razoavelmente próxima.
A confirmar-se, será mais um rude golpe que vai ser desferido contra os cidadãos retirando-lhes serviços de proximidade, e deixando-os, como referido, sem resposta aceitavelmente próxima, na senda, aliás, daquilo que este governo tem vindo a fazer em diversas áreas da governação, como a justiça, a saúde, as freguesias, ou a educação.
E se estas decisões se confirmarem, afetam todo o país e afetam de uma forma mais intensa os concelhos que só têm disponível um único local de atendimento presencial, como são, por exemplo, os casos de Sines, Grândola e Alcochete.
E esta situação, no atual contexto, é ainda mais grave porquanto aos cidadãos estão a ser sonegados, em crescendo, mecanismos facilitadores do seu quotidiano e mesmo da sua ‘bolsa’.. Não pode o governo estar a efetuar um plano de extinções de repartições e de serviços distritais de finanças, a levar a cabo a curtíssimo prazo e escondê-lo das populações que irão ser as principais visadas por esta medida.”
Eurídice Pereira concluiu “ foi face a isto que decidimos fazer o Governo falar e parar de se esconder “.
9 de outubro de 2013













