Setúbal - Grândola - Alcácer do SalA derrota do PS tem um rostos
Por Aliette Martins
Presidente da Assembleia Municipal de Grândola cessante, e Vítor Nunes, Deputado Municipal cessante.
"O PS necessitava de coesão para realizar os objetivos propostos que eram os de manter a gestão socialista na autarquia do nosso concelho (tal como Alcácer do Sal) e, no seu conjunto, liderar o Litoral Alentejano" - referem.

Por Jornal Rostos
Os murmúrios e ruídos produzidos nos círculos de amigos lamentando um estádio estranho na forma de fazer política por parte da Distrital do PS de Setúbal, saem agora do anonimato das conversas de café pela frontalidade da palavra de António Chaínho e de Vítor Nunes, denunciando a presidente da distrital em causa, como o “elo” perturbador da preparação das eleições autárquicas na Região, responsabilizando-a pelos péssimos resultados eleitorais.
Da análise feita, os interessados na clarificação que leve a que política não se cumpra numa disputa nem sempre clara, ficará para a história recente de Grândola a declaração feita por António Chaínho e por Vítor Nunes que a assinam:
Federação Distrital do PS não soube liderar o processo de candidatura
“Observados os resultados obtidos em Grândola, por mais análises que se elaborem, apenas se poderá chegar a uma conclusão politica óbvia: o Partido Socialista foi derrotado. No entanto, as perspectivas que se colocavam, face ao desvario do Governo, à insatisfação das pessoas, e ao facto do PS constituir o grande veículo para a governação do concelho de Grândola e da sub-região, eram a de que apenas se podia esperar uma vitória. Afinal, o Partido Socialista perdeu a CIMAL, a Câmara, a Assembleia (baixou para terceira força política, passados 20 anos) e a freguesia de Melides, para não referir outros concelhos.E isso deveu-se a quem e a quê? Nas derrotas, como nas vitórias são os líderes que deverão dar a cara. No caso concreto do nosso concelho, o rosto da derrota foi, principalmente, a Presidente da Federação Distrital do PS porque não soube liderar o processo de candidatura desde o início, demonstrando não ter essas capacidades inerentes, que passavam pela persuasão racional para a unidade do partido, pelo apelo inspirativo aos militantes, a todos os militantes, pela capacidade de lidar com as diferentes correntes e pela capacidade de suscitar a participação mobilizada das pessoas em torno de uma candidatura. Pelo contrário, desbaratou um património político construído estoicamente ao longo de, pelo menos, 12 anos, marginalizou quadros com competência politica, excluiu politicamente camaradas apenas porque tinham opinião diferente, contrário daquilo que é apanágio do Partido Socialista, levando a que o partido se autodividisse e, por consequência, se autodestruísse no que à candidatura local disse respeito. A liderança não se impõe, adquire-se e, neste processo, observou-se quanto isso significou e quanto custou ao PS. Quando a liderança não é forte, corajosa na convergência, com receio de enfrentar desafios, não querendo assumir as responsabilidadesdas decisões a tomar, verificam-se resultados desta natureza. A ela caberia aglutinar o partido e não de o dividir, como aconteceu também em alguns concelhos do Distrito. O PS necessitava de coesão para realizar os objetivos propostos que eram os de manter a gestão socialista na autarquia do nosso concelho (tal como Alcácer do Sal) e, no seu conjunto, liderar o Litoral Alentejano. Isso não aconteceu e, por consequência, a líder Distrital do Partido Socialista é o rosto da derrota do PS em Grândola”.
António Chaínho
Presidente da A. Municipal cessante
Vítor Nunes
Deputado Municipal cessante













