III Colóquio Media e DeficiênciaSublinhados os avanços alcançados em prol da melhoria das condições de acessibilidade aos media
Com o patrocínio do GMCS e no âmbito da atividade desenvolvida pelo Grupo de Reflexão Media e Deficiência, decorreu no passado dia 25 de novembro, no auditório da Rádio Renascença, em Lisboa, o III Colóquio Media e Deficiência, intitulado A Acessibilidade aos Meios Audiovisuais – Da Cidadania ao Modelo de Negócio.
Por Jornal Rostos
Com o auditório praticamente lotado, o Programa teve início pelas 9.30h com a sessão de abertura, na qual estiveram presentes João Alvim, em representação de Pedro Lomba, Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Pedro Berhan da Costa, Diretor do GMCS, e José Luís Ramos Pinheiro, Administrador da Rádio Renascença, tendo sido dirigidas palavras de apreço pela realização do Colóquio e de encorajamento em relação a iniciativas de natureza inclusiva de pessoas com necessidades especiais, em geral.
Seguiu-se o painel moderado por Paulo Bastos, jornalista da TVI, que contou com comunicações sobre o contexto e as boas práticas internacionais, proferidas pela perita em tradução audiovisual, consultora e formadora Mary Carroll e pelo mestre em linguística, atual diretor da Red Bee Media e pioneiro na utilização do reconhecimento de voz em legendagem na BBC, David Padmore. Durante a pausa para café, no átrio de entrada da Rádio Renascença, o Grupo AFIDance ofereceu aos participantes uma atuação muito criativa e ilustrativa de como a arte, neste caso a dança em grupo, também pode ser um excelente instrumento de inclusão. A parte da manhã foi concluída com o lançamento do livro A deficiência na comunicação social – Guia de boas práticas para Jornalistas, de autoria de Dora Alexandre, chefe de redação do Magazine Consigo, da RTP2. A sessão da tarde foi preenchida com um primeiro painel sobre O caso Português: Tempo de Mudança, moderado por Joaquim Franco, jornalista da SIC, no qual intervieram Arons de Carvalho, da ERC, Carlos Gomes, da RTP e Sérgio Gomes da Silva, do GMCS, abordando, respetivamente, O Plano Plurianual de Promoção das Acessibilidades, A Acessibilidade dos Conteúdos de Serviço Público de Media e O Projeto Media e Deficiência, levado a efeito pelo GRMD - Grupo de Reflexão Media e Deficiência. Após a pausa para café, seguiu-se uma Mesa Redonda, moderada pela jornalista Fernanda Freitas, subordinada ao tema Das necessidades dos consumidores às respostas dos principais operadores de Comunicação Social, na qual estiveram representados nove dos principais stakeholders nacionais (ANACOM, Ataraxia, Canal Q, CM TV, ERC, Porto Canal, RTP, SIC e Surdo TV). Os trabalhos foram encerrados pelas 18h por Sérgio Gomes da Silva, na qualidade de coordenador do GRMD, e por José Madeira Serôdio, Presidente do INR. Durante todo o Colóquio o debate foi bastante vivo e enriquecedor, sendo manifesto que, apesar dos inegáveis avanços já alcançados em prol da melhoria das condições de acessibilidade aos media por parte de quem tem necessidades especiais, continua a haver ainda um longo caminho a percorrer. Ficou, todavia, bem explicitado que a criação de formas de facilitação do acesso aos meios audiovisuais não tem que ser encarado simplesmente como um custo adicional incomportável, mas antes como uma atividade que permite acrescentar valor a oferta dos operadores, alargando o potencial de geração de receitas.
Seguiu-se o painel moderado por Paulo Bastos, jornalista da TVI, que contou com comunicações sobre o contexto e as boas práticas internacionais, proferidas pela perita em tradução audiovisual, consultora e formadora Mary Carroll e pelo mestre em linguística, atual diretor da Red Bee Media e pioneiro na utilização do reconhecimento de voz em legendagem na BBC, David Padmore. Durante a pausa para café, no átrio de entrada da Rádio Renascença, o Grupo AFIDance ofereceu aos participantes uma atuação muito criativa e ilustrativa de como a arte, neste caso a dança em grupo, também pode ser um excelente instrumento de inclusão. A parte da manhã foi concluída com o lançamento do livro A deficiência na comunicação social – Guia de boas práticas para Jornalistas, de autoria de Dora Alexandre, chefe de redação do Magazine Consigo, da RTP2. A sessão da tarde foi preenchida com um primeiro painel sobre O caso Português: Tempo de Mudança, moderado por Joaquim Franco, jornalista da SIC, no qual intervieram Arons de Carvalho, da ERC, Carlos Gomes, da RTP e Sérgio Gomes da Silva, do GMCS, abordando, respetivamente, O Plano Plurianual de Promoção das Acessibilidades, A Acessibilidade dos Conteúdos de Serviço Público de Media e O Projeto Media e Deficiência, levado a efeito pelo GRMD - Grupo de Reflexão Media e Deficiência. Após a pausa para café, seguiu-se uma Mesa Redonda, moderada pela jornalista Fernanda Freitas, subordinada ao tema Das necessidades dos consumidores às respostas dos principais operadores de Comunicação Social, na qual estiveram representados nove dos principais stakeholders nacionais (ANACOM, Ataraxia, Canal Q, CM TV, ERC, Porto Canal, RTP, SIC e Surdo TV). Os trabalhos foram encerrados pelas 18h por Sérgio Gomes da Silva, na qualidade de coordenador do GRMD, e por José Madeira Serôdio, Presidente do INR. Durante todo o Colóquio o debate foi bastante vivo e enriquecedor, sendo manifesto que, apesar dos inegáveis avanços já alcançados em prol da melhoria das condições de acessibilidade aos media por parte de quem tem necessidades especiais, continua a haver ainda um longo caminho a percorrer. Ficou, todavia, bem explicitado que a criação de formas de facilitação do acesso aos meios audiovisuais não tem que ser encarado simplesmente como um custo adicional incomportável, mas antes como uma atividade que permite acrescentar valor a oferta dos operadores, alargando o potencial de geração de receitas.













