José Soares, investigador de história local“Vivo aqui no Barreiro mas sinto-me muito bem no Alentejo”
“Para mim acabou o ensino. Apareçam outros que queriam ensinar. Também a actividade cultural. Estou cansado. Não me apetece fazer mais nada” – sublinhou.

Por Jornal Rostos
José Soares, dedicou a sua vida a leccionar, assumiu as funções de Director do Departamento Cultural da Câmara Municipal do Barreiro e foi protagonista em estudos de história local.
Lá sinto-me verdadeiramente feliz
Foi um encontro no acaso dos dias. Que é feito de si? – perguntámos a José Soares, numa conversa de rua.
“Eu aguardo os dias em que vou para o Alentejo. Era para ter ido a semana passada, mas não foi possível, lá irei estar na próxima semana. Lá sinto-me verdadeiramente feliz, ali, perto de Marvão” – refere.
“Vivo aqui no Barreiro mas sinto-me muito bem no Alentejo” – sublinha.
Não me apetece fazer mais nada
“Para mim acabou o ensino. Apareçam outros que queriam ensinar. Também a actividade cultural. Estou cansado. Não me apetece fazer mais nada” – sublinhou.
Então porquê? – perguntámos. Sorriu com fortes gargalhadas.
“Estou cansado. Estou cansado. É um certo cansaço. É um cansaço essencialmente por pensar que, por muito que a gente se esforce, o nosso esforço e trabalho acaba por nunca ser reconhecido.
A generalidade das pessoas não dão valor. É isso, dar uma medalha a um ou outro…Não. Não...” – referiu.
A vida do Barreiro é pequena
Então como olha hoje para a vida do Barreiro?
“A vida do Barreiro é pequena. Ainda agora, em casa, a minha filha que acordou com o som da fanfarra dos Bombeiros, dizia-me: «Há trinta e tal anos a Fanfarra dos Bombeiros toca sempre a mesma coisa”.
Nunca há variações na música. Em termos musicais, hoje, não estamos como há quarenta anos. Mas, a fanfarra dos Bombeiros continua a tocar o mesmo. É um pouco isso a vida do Barreiro.”










