Dourada Mendes associativista do Barreiro«O associativismo devia ter mais inovação»
“Devíamos discutir o associativismo em plena liberdade, em plena democracia. Devíamos discutir e traçar novos planos estratégicos para o desenvolvimento do associativismo.” - sublinha.

Por Jornal Rostos
Dourada Mendes, cidadão «Barreiro Reconhecido» na área do Associativismo, ex-presidente da Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio, é um homem apaixonado por esta dinâmica de vivência da cidadania.
Foi um encontro ocasional, na manhã do Feriado Municipal do Barreiro.
“Vim por aqui assistir ao içar da bandeira, neste Dia da Cidade” – refere.
Fomos conversando. Trocámos opiniões. Ficou no ar a ideia de criarmos uma «Tertúlia do Associativismo», para dialogar e reflectir sobre diversos temas do fazer associativismo.
Não é este o associativismo que eu idealizo
E, numa breve troca de palavras interrogámos sobre os seus sentimentos sobre a vida associativa nos dias de hoje – “Alegro-me quando vejo as colectividades fazer coisas boas, porque se faz, acho que se faz muita coisa boa no Barreiro e no país.
Mas, também, fico triste, muitas vezes, com a forma como se tem vindo a desenvolver o associativismo, pois, digo, este, na verdade, não é o associativismo que eu idealizo.
Eu penso num outro associativismo, diferente…”.
Uma associação deve ser expressão de democracia e liberdade
Qual é a sua visão de associativismo? – perguntámos
“Eu acho que o associativismo deve ser a expressão de actividades culturais, de desporto e de convívio entre as pessoas.
Mas, para mim uma associação deve ser a expressão de democracia e liberdade, porque, para mim, sem isto, não há associativismo”.
Falta alguma formação associativa
Mas acha que o associativismo não vive esses valores? – interrogámos.
“Sim, numa ou outra associação pode haver a vivência desses valores, mas, na generalidade, não é assim que acontece.
Eu acho que falta alguma formação associativa.
Os dirigentes associativos trabalham muito, fazem muito trabalho, mas, por vezes, sente-se que, apesar de todo esse trabalho, falta alguma coisa.”
Devíamos discutir o associativismo em plena liberdade
“Por, isso, considero que devíamos discutir o associativismo em plena liberdade, em plena democracia. Devíamos discutir e traçar novos planos estratégicos para o desenvolvimento do associativismo.”
“O associativismo devia ter mais inovação” – sublinha, que ao nível do país, quer ao nível do Barreiro – “no Barreiro, então, muito mais” – acrescentou.
S.P.










