Moita - Homenagem do Movimento Associativo PopularFernando da Veiga Nunes - «as colectividades são o espelho do nosso povo e do nosso inconformismo»
Fernando da Veiga Nunes foi um dos homenageado, sendo referido, por Luis Brancos que –“com 11 anos de idade, assistiu ao nascimento da Colectividade” o Ginásio da Baixa da Banheira ao lado de seu pai que foi o 1º presidente da Direcção.

Por Jornal Rostos
“Fernando da Veiga Nunes, nasceu no dia 25 de Abril do ano de 1927, na Travessa da Praia, junto à Av. da Praia no Barreiro, daí provavelmente o seu gosto pelo mar” – referiu Luis Branco, no decorrer da sessão de homenagem.
Filho de José Pedro Nunes e de Olivia Oliveira Veiga, vieram morar para a Baixa da Banheira, no ano de 1936, em casa própria construída por familiares e amigos.
Faz a instrução primária no Barreiro.
Assistiu ao nascimento da Colectividade
“Com 11 anos de idade, assistiu ao nascimento da Colectividade, pela mão de seu Pai, sócio fundador e o 1º Presidente da Direcção.
No início dos anos 40 porque já não estudava e ainda não trabalhava, com o acordo do Prof. da Escola Primária, Sr. Ricardo Tavares, por serem muitos alunos” – salientou Luis Branco.
Colaborou na aprendizagem, até ano de 1942, quando entra no mercado de trabalho, ora na construção civil, a dar serventia, ora na industria corticeira, como moço-dar cortiça à banca.
Biblioteca a grande Escola dos muitos jovens
“Foi no dia 6 de Março de 1942, admitido para sócio do Ginásio Atlético Clube, começando como bibliotecário, também por influência de seu pai, que entretanto os orientava na compra dos livros e até na sua encadernação” – recorda Luis Branco.
“De salientar que a Biblioteca, ao tempo, foi a grande Escola dos muitos jovens que por lá passaram, tanto na sua formação cívica e política, como associativa, tendo muitos deles vindo a revelar-se excelentes dirigentes, quer no Ginásio, quer noutras Associações” - disse.
Sócio Honorário do Ginásio
Fernando da Veiga Nunes, manteve-se até 1964/65, apenas interrompendo esta actividade entre Outubro de 1952 e Abril de 1953, período em que esteve em Angola
Em 1945 ingressa na CUF – Barreiro, como aprendiz na Industria Naval em carpintaria, e inaugurando a Escola Alfredo da Silva, frequenta o Curso Industrial de Carpinteiro Marceneiro entre 1946 e 1951.
Em 1951/52 faz parte do grupo de jovens que se constituiu em Comissão, para aquisição da 1ª aparelhagem sonora, na Esplanada.
“No dia 9 de Janeiro de 1953, ainda em Angola, recebeu uma carta da Direcção, a informá-lo que na Assembleia Geral realizada a 18 de Dezembro último, tinha sido aprovado, por aclamação de pé, um Voto de louvor a Fernando da Veiga Nunes e aprovado por unanimidade, a proposta para Sócio Honorário” – sublinhou Luis Branco.
Colectividades são o espelho do nosso povo
Fernando da Veiga Nunes, agradeceu a todos que “têm contribuído para o engrandecimento da Baixa da Banheira através do Movimento Associativo”.
Recordou que está ligado ao Movimento Associativo há mais de 60 anos, e referiu peço desculpa «à minha dama» e que «me perdoe as arrelias».
“O Movimento Associativo e os seus dirigentes sai prestigiado por ter acarinhado esta iniciativa” – referiu.
Recordou que, nos dias de hoje, “a crise que assola o país” também toca “as nossas colectividades”.
“As colectividades são o espelho do nosso povo e do nosso inconformismo” – disse.
Lançou um apelo a todos para que participem na vida das colectividades, porque – “tudo o que possa fazer pelas nossas colectividades, nunca é demais. Ajudem, participem elas merecem”.










