Barreiro - Faleceu Deolinda SaraivaInscreveu seu nome nas vivências culturais da cidade
Seu corpo será velado amanhã, dia 29 de Março, a partir das 10 horas, na Capela da Misericordia (Largo Santa Cruz) e o funeral será às 15 horas, no Cemitério do Lavradio.

Por Jornal Rostos
Familiares, amigos, colegas, alunos, todos eles, ficaram hoje mais pobres ao tomarem conhecimento da morte de alguém que, de um modo ou outro, os seguiu de muito perto e sempre com a força, a inteligência, a vivacidade e o profissionalismo que a caracterizavam.
Morreu Maria Deolinda Saraiva, a professora, a amiga, a antifascista, a mãe e a avó sempre presente e dedicada.
Na Escola Alfredo da Silva dizia uma sua professora que fora uma das cabeças mais brilhantes que lhe passou pelas aulas, na Faculdade de Letras, onde se formou em Filologia Românica, como trabalhadora estudante, vivia cada disciplina e cada aula com um entusiasmo contagiante, na Escola Secundária dos Casquilhos trabalhava com os alunos com o profissionalismo e entrega que muitos alunos ainda hoje saudosamente recordam.
Mas há um dia em que decide passar fronteiras, em busca de novas experiências de ensino e, aí, em França, enquanto Leitora de Português, na Universidade de Toulouse, viveu, durante largos anos, dias de muita felicidade porque o português e a literatura portuguesa, de que era amante e muito sabedora, iam notoriamente cativando o interesse de muitos luso descendentes e/ou nativos da língua francesa.
Uma vida muito cheia porque, dos filhos aos netos, alunos e amigos, a todos tentava empenhadamente dedicar o seu saber, o seu entusiasmo, a sua força de viver.
É bom recordá-la hoje, e sempre, nesse dia a dia saltitante, onde os projectos e as iniciativas se viam fervilhar no brilhozinho dos seus olhos.
Rosário Vaz
Deolinda Saraiva era sogra de Paulo Santiago, conhecido homem do mundo da música e comunicação, que, ontem à noite, tomou posse como membro da Mesa da Assembleia Geral do Futebol Clube Barreirense.
O jornal «Rostos» expressa sentido pesar aos seus familiares e amigos.
O Barreiro perdeu uma personalidade que marcou a sua vida cultural.










