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Cidade com Rostos

SetúbalVoto de pesar pelo falecimento de Eugénia Lima

A Câmara Municipal de Setúbal apresentou ontem, em reunião pública, um voto de pesar pelo falecimento de Eugénia Lima, considerando-a um dos mais notáveis acordeonistas portuguesas de sempre.

2 min de leitura

Por Jornal Rostos

Compositora de mais de 200 melodias e muitos arranjos de músicas famosas e com mais de 50 discos gravados, Eugénia Lima, nascida em 1926, em Castelo Branco, estreou-se como acordeonista aos 4 anos. A partir dessa altura iniciou um ciclo de atuações em toda a Beira Baixa, do qual nasceu a alcunha de "Miúda de Castelo Branco".

A partir de 1936, com 10 anos, sofreu com as restrições impostas pelo regime salazarista à atuação de menores em casas de espetáculos. Aos 15 anos conseguiria, contudo, com autorização especial, atuar no Casino Estoril com enorme sucesso. Com nova autorização especial da Presidência da República, Eugénia Lima continuou a atuar em todo o País e, a partir daí, desenvolveu extensa carreira que a levou a vários países europeus com assinalável sucesso.

Em 1947, venceu um concurso de acordeonistas promovido pela então Emissora Nacional e, em 1962, conquistou o “Óscar Imprensa” como melhor solista de música ligeira. Em 1984, a União Nacional dos Acordeonistas de França atribui-lhe, pela primeira vez a um estrangeiro, o diploma honorífico.

Eugénia Lima, diplomada com o Curso Superior de Acordeão na Categoria de Professora, pelo Conservatório de Acordeão de Paris, foi agraciada em 1980 pelo Presidente da República Ramalho Eanes com o Grau de Dama da Ordem Militar de Santiago de Espada e em 1995 por Mário Soares com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

A Câmara Municipal de Setúbal endereça à família enlutada sentidos pêsames.

Fonte - CMS

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