Barreiro - Rostos do Ano 2013João Cavaco «Rosto do Ano» da área «Memória»
Um exemplo de dedicação constante e de participação activa na vida cultural da cidade
João Cavaco um apaixonado do Arte Viva e do teatro. Um homem que cultivava a amizade e simpatia.
A entrega das distinções ROSTOS DO ANO 2013, realiza-se no próximo dia 27 de Setembro, a partir das 20 horas, no decorrer de um JANTAR, agendado para o Salão da SFAL - Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense.
Inscreva-se no JANTAR e expresse a sua amizade aos ROSTOS DO ANO.

Por Jornal Rostos
João Cavaco foi colaborador da Arteviva-Companhia de Teatro do Barreiro durante mais de 30 anos.
Desempenhou na mesma diversas funções, que acumulou com a sua participação como actor em muitos espectáculos. Foi uma figura presente na vida da Companhia desde os primeiros tempos de actividade.
Estreou-se na terceira produção Amanhã, de Manuel Laranjeira (1983), no papel de um operário que procura lutar por um futuro melhor; foi Baltazar Moscoso, o Governador Civil e dramaturgo frustrado do Doido e a morte, de Raul Brandão (1985) e João Romeira da hilariante comédia de Henrique Santana e Ribeirinho Três em lua de mel (1986); e como esquecer o Pêro Marques da Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente, principalmente naquele momento final em que carrega Inês às costas até ao lugar onde esta tinha combinado encontrar-se com o amante; nas Guerras de Alecrim e Mangerona, de António José da Silva (1992), veste a pele de D. Tibúrcio.
Depois passou a dedicar-se às contas da companhia, desempenhando de corpo e alma o importante papel de Tesoureiro na Direcção do grupo.
Regressa aos palcos pontualmente, como em Pintores e Ladrões, de Dario Fo, e naquele que foi o seu último trabalho como actor em 2010, como Corregedor no Vicente/Inferno, a partir da Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, espectáculo que assinalou os 30 anos do ArteViva, cruzando várias gerações da companhia num mesmo projecto.
Foi um exemplo de dedicação constante e de participação activa na vida cultural da cidade, em coerência com o trabalho que na década de sessenta havia desenvolvido na organização da Biblioteca Municipal do Barreiro.
A ArteViva era a sua segunda casa e as pessoas que o compunham uma segunda família.
Era um verdadeiro amador porque amava como ninguém o seu teatro, a sua arte viva!










