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Cidade com Rostos

Barreiro uma cultura própria«Uma experiência viva de resiliência social, cultural e territorial».
. afirma Rui Lopo

"O Barreiro é uma terra complexa, com tudo o que isso tem de bom e de mau. Uma história recente próspera, marcada pelas lutas anti-fascistas, pelos símbolos e práticas progressistas e democráticas, por uma pegada ecológica cinzenta, pesada que se perpetuou", sublinhou Rui Lopo, na mensagem que nos endereçou, hoje à tarde, no decorrer da cerimónia de entrega de «Rostos do no 2014».

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Barreiro uma cultura própria «Uma experiência viva de resiliência social, cultural e territorial». . afirma Rui Lopo

Por Jornal Rostos

Na cerimónia de entrega de «Rostos do Ano 2014» que decorreu hoje, à tarde, no Auditório da ETAR Barreiro - Moita, Rui Lopo foi distinguido «Rosto do Ano 2014» - Autarca.
Márcia Calafare, esposa de Rui Lopo, leu a sua mensagem de Rui Lopo, que esteve ausente por se encontrar em Bratislava, no fórum das cidades e dos júris do EUROPAN, um concurso internacional de projectos de arquitetura a que também o Barreiro se candidatou.

Registamos a mensagem que foi enviada por Rui Lopo:

Em primeiro lugar quero agradecer ao Rostos, e na pessoa do Sousa Pereira, a todos os elementos da comunicação social que me conferiram este reconhecimento.

Nada melhor do que estar fora para que quem mais do que eu merece ser reconhecido, a Marcia que aqui representa a minha família, eles sim, importantes para a minha estrutura poder suportar a abnegação à nossa terra.

Eu sou um privilegiado por poder estar como vereador em momentos tão desafiantes para o Barreiro, com um executivo que resulta da realidade coligada de dois partidos, que se complementam e trabalham para o bem estar das populações, com as populações.

Sou um priveligiado porque estou inserido num executivo de trabalho e honestidade, que integra um executivo autárquico diversifica do que tem procurado estar ao nível das decisões estratégicas do Barreiro.

Priveligiado ainda, porque encontrei e encontro todos os dias, no trabalho autárquico, mulheres e homens com níveis de competências muito elevado, e uma capacidade de empenhamento muito significativo, idêntica à qualquer organização privada onde já exerci profissionalmente várias funções.

Este reconhecimento é o reconhecimento de todos eles, da minha família, do meu coletivo de trabalho da CDU, do executivo da câmara, dos trabalhadores da câmara e dos transportes com quem trabalho diariamente.

O Barreiro é uma terra complexa, com tudo o que isso tem de bom e de mau. Uma história recente próspera, marcada pelas lutas anti-fascistas, pelos símbolos e práticas progressistas e democráticas, por uma pegada ecológica cinzenta, pesada que se perpetuou.

Um presente regressivo, depreciado, difícil e muito duro, porque todos assistimos à sua evolução e sem os recursos para o evitar ou mitigar.

Contudo gerou uma cultura própria. Uma reflexão constante. Uma experiência viva de resiliência social, cultural e territorial.

O futuro é sempre incerto e o mesmo se aplica ao do nosso concelho. Mas o potencial está por cá, nas pessoas, nos espaços.

E o que é preciso? Trabalhar, trabalhar muito. Inovar, fazer diferente, fazer não apenas por fazer, ousar criar, procurar novas práticas, coisas novas, testadas noutras cidades, criar símbolos na cidade, na vida dos barreirenses, trabalhar as emoções, puxar pelo Barreiro, sem enganos nem falsas expectativas que não é possível atacar todos os assuntos, mas que é possível ter um concelho com uma melhor mobilidade que privilegia os modos suaves e o transporte público, mas também mais fluída com mais rotundas e menos cruzamentos, uns TCB mais presentes, dinâmicos e valorizados.

Uma cidade com uma melhor arquitetura com mais reabilitação e mais estímulos à manutenção dos nossos prédios e as nossas casas com isso a termos uma cidade mais bonita.

Um melhor planeamento que integra funções de cidade e uma economia urbana capaz de proporcionar desenvolvimento, uma cidade com forte responsabilidade ambiental e preparada para os desafios das alterações climáticas e Que encontra na tecnologia recursos para trabalhar melhor, de forma mais eficiente, mais perto das pessoas, com novas formas de participação, uma cidade mais inteligente. Uma cidade preparada para o novo e moderno, qualificada por opção. Determinada.

Lamento não poder estar pessoalmente nesta ocasião, mas estou fora em representação do Barreiro no fórum das cidades e dos júris do EUROPAN, um concurso internacional de projectos de arquitetura a que também o Barreiro se candidatou.

Termino agradecendo aos que me deram a oportunidade de trabalhar pelo Barreiro
Obrigado, Rui Lopo

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