António Guterres venceu a eleiçãopara o cargo de secretário-geral das Nações Unidas
O Conselho de Segurança anunciou que propõe o antigo Primeiro Ministro de Portugal para o cargo de secretário-geral das Nações Unidas a aprovar pela Assembleia Geral.

Por Jornal Rostos
António Manuel de Oliveira Guterres (Santos-o-Velho, Lisboa, 30 de abril de 1949) é um engenheiro e político português. Exerceu o cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados entre 15 de junho de 2005 e 31 de dezembro de 2015.
Em 2016 Guterres anunciou que é candidato a Secretário-geral das Nações Unidas.[1] Em 5 de Outubro de 2016 foi anunciada a vitória de António Guterres na eleição para Secretário-geral das Nações Unidas, sendo marcada para o dia seguinte a votação formal no Conselho de Segurança.
Infância e juventude
Ainda jovem demonstrou deter as capacidades de dedicação ao estudo que lhe valeriam um Prémio Nacional dos Liceus, em 1965. Concluídos os estudos secundários no Liceu Camões, ingressou em seguida no curso de Engenharia Electrotécnica, no Instituto Superior Técnico. Licenciou-se em 1971[3] e iniciou no mesmo ano uma efémera carreira académica, como assistente do Técnico, lecionando a disciplina de Teoria de Sistemas e Sinais de Telecomunicações.
Durante a universidade, Guterres não se envolveu na oposição estudantil ao regime de Salazar, dedicando-se antes à ação social promovida pela Juventude Universitária Católica. Integrou também o Grupo da Luz, onde participavam, entre outros, Marcelo Rebelo de Sousa, Carlos Santos Ferreira e o padre Vítor Melícias. Este último celebrará o seu casamento com Luísa Melo, em 1972.
Carreira política
Pela mão de António Reis, aderiu ao Partido Socialista no ano da sua fundação, em 1973.
Logo após o 25 de abril de 1974, Guterres é nomeado chefe de gabinete de José Torres Campos, que exerceu o cargo de Secretário de Estado da Indústria e Energia dos I, II e III Governos Provisórios.
Em 1976 estreia-se como deputado à Assembleia da República, onde virá a exercer funções como presidente das comissões parlamentares de Economia e Finanças (1977-1979) e de Administração do Território, Poder Local e Ambiente (1985-1988). Presidiu também à comissão de Demografia, Migrações e Refugiados da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (1983).
Foi igualmente presidente da Assembleia Municipal do Fundão, de 1979 até 1995.
Eleito secretário-geral do PS em 1992, venceu as eleições legislativas de 1995 e de 1999, chefiando os XIII e XIV Governos Constitucionais, ambos minoritários e formados exclusivamente pelo PS.
Presidiu à Internacional Socialista, entre 1995 e 2000.
Na sequência das eleições autárquicas de dezembro de 2001, porém, em que o PS sofreu uma derrota significativa, Guterres decidiu apresentar a sua demissão. No ato inesperado da demissão declarou demitir-se para evitar que o país caísse num «pântano político», devido à falta de apoio ao governo que os resultados autárquicos indicavam. Sucederam-lhe Ferro Rodrigues, na liderança do PS, e Durão Barroso, do PSD na chefia do governo.
Assumiu desde a sua saída de Primeiro-Ministro, em 2002, até 2005, a função de consultor do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos.
Em 2005 viria a ser nomeado para o cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados. Manteve-se nesse cargo até 2015. Esteve presente na reunião de 2012 dos Bilderberg na Alemanha nessa mesma qualidade.
A 7 de Abril de 2016, tomou posse como Conselheiro de Estado, designado pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.
Eleição como Secretário-Geral das Nações Unidas
Um ano depois de abandonar o cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Guterres é escolhido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas numa votação informal e à porta fechada, como o candidato ideal para Secretário-Geral das Nações Unidas, com 13 votos a favor e nenhum veto — o que significa nenhum voto negativo dos estados membros permanentes do Conselho de Segurança (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia). Em suma, na última de seis votações informais, realizada a 29 de Setembro de 2016, e cujos resultados foram clarificados em 5 de outubro de 2016 (data da divulgação do sentido de voto dos membros permanentes do CSNU), Guterres conseguiu 13 votos de encorajamento e dois sem opinião; de entre os membros permanentes houve quatro votos de encorajamento e um sem opinião. Para trás ficou a candidatura búlgara Kristalina Georgieva, apoiada pela Alemanha, que obteve oito votos negativos.
A votação oficial e definitiva por parte do CSNU, irá decorrer dia 6 de outubro de 2016, por volta das 15:00 (hora de Portugal Continental) que nomeará, de forma definitiva e oficial, o antigo primeiro-ministro Português o escolhido pelo conselho. Guterres só sera oficialmente o próximo Secretário-Geral, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovar com uma maioria simples a resolução que indica a sua nomeação, tomando posse dia 1 de janeiro de 2017.
Fonte - Wikipédia










