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Palmela - Teatro O BandoAo nosso HORÁCIO...

O nosso Horácio Manuel, actor, encenador, fundador e cooperante do Teatro O Bando faleceu no sábado, 22 de julho

O nosso Horácio é o nosso irmão, é aquele que faz parte desta família com quem passamos tantas horas, em palco, nos bastidores, nas montagens, nas refeições, nesta luta conjunta pela felicidade.

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Palmela - Teatro O Bando Ao nosso HORÁCIO...

Por Jornal Rostos

O nosso Horácio Manuel, actor, encenador, fundador e cooperante do Teatro O Bando faleceu no sábado, 22 de julho.

O nosso Horácio foi criador e intérprete de inúmeros personagens que ficaram marcados de forma indelével na nossa memória, quando em cena deixava de ser ele e, sendo nosso, tornou-se vosso.

O nosso Horácio foi entre muitos, o vosso Padre Simas, o vosso Afonso, o vosso Merlim, o vosso Alma Grande ou o vosso Miúra dos Bichos.

Activista, iniciou uma militância cultural logo após o 25 de Abril na busca de um Teatro que fosse popular e itinerante, de aldeia em aldeia, de escola em escola, de casa em casa. O nosso Horácio, amante da História do país que ajudou a fazer mais nosso, contava aos mais novos as histórias que fizeram a História de todos aqueles que se cruzaram com ele em cena ou o acompanharam à procura do melhor petisco nos lugares secretos que só ele conhecia.

O nosso Horácio é o nosso irmão, é aquele que faz parte desta família com quem passamos tantas horas, em palco, nos bastidores, nas montagens, nas refeições, nesta luta conjunta pela felicidade.

"(…) Ora, o actor do O Bando – que eu personificaria, sem desprimor para os outros, na pessoa humilde e carismática de Horácio Manuel – é um criador pleno confrontado, constante e obsessivamente, com o combate a qualquer mimetismo, com a recusa da psicologista simplista, e com a procura dos efeitos de desnaturalização do verbo que o conduz, quase sempre, à supressão do seu corpo social por meio de um grotesco que se vai tornando cada vez menos distorção e caricatura físicas e cada vez mais mergulho no "núcleo íntimo da personalidade”. [Eugénia Vasques a propósito de Merlim, Junho de 2000)

Fonte - Teatro O Bando

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