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Barreiro - Faleceu Francisco MouraArtista plástico que pintou e amou o Tejo e os seus barcos

«Esta minha pintura é uma marca, um esforço histórico, de forma a permitir que o rio que passa na minha terra se veja: Canoas, Varinos, Fragatas, Catraios…lutando a favor ou contra o vento… Navegar é preciso…», escrevia Francisco Moura, quando da sua exposição de aguarelas no Moinho de Alhos Vedros.

No jornal «Rostos« por diversas vezes ergueu a sua voz em defesa da valorização dos barcos do Tejo e da importância da ser defendido o património ribeirinho.

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Barreiro - Faleceu Francisco Moura Artista plástico que pintou e amou o Tejo e os seus barcos

Por Jornal Rostos

Na sua exposição “Singularidades” na Galeria Municipal do Barreiro, no Antigo Tribunal, divulgou para além da suas obras de pintura os trabalhos de escultura, em ferro, um material que sempre apaixonou, através dos qual deu vida à sua criatividade.

Francisco Moura, nasceu no Barreiro, fez o Curso de pintura, o 3º ano complementar de Ateliê e o Estudo de Estética e Teorias de Arte Contemporânea na Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa.
Francisco Moura fez também o Curso de Escultura Iniciação da AR.CO, Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa.
Realizou a sua primeira exposição individual no ano de 1996, tendo como tema “Inquietações”, na Galeria Conventual, Setúbal.
Ao longo da sua carreira artística realizou outras exposições individuais e participou em diversas exposições colectivas, em Lisboa, Almada, Barreiro, Moita, Seixal, Alhos Vedros.

Participou, em 1996, com duas histórias em BD no semanário “Jornal do Barreiro”, uma em 1997 e 1999.
Após um período de prolongada doença, hoje, chegou a triste noticia do falecimento de Francisco Moura.

Guardo as nossa brincadeira num canto do coração. os dias de maluquiice e convivio. Aqueles dias na tua casa, as nossas longas conversas. E aqui na minha frente enquanto escrevo estas palavras olho a tua escultura, aquela onde, o meu cachimbo é afinal o símbolo da nossa amizade de muitos anos.
Um abraço ao João, teu filho. Dá um beijo à Graça, que espera por ti, com aquele sorriso de ternura. Um abraço solidário a todos os teus amigos e familiares e à tua companheira.

Chico, era, todos sabemos, infelizmente, uma noticia esperada, mas, dói. Dói, porque dói sempre sentirmos essa ruptura com as memórias da vida vivida e partilhada.
Até sempre. Uma grande abraço. E obrigado por teres sido meu amigo.

António Sousa Pereira

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