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Cidade com Rostos

Morreu Noé CapelaUm homem que muito deu ao desporto no Barreiro

Noé Capela, era natural de Reliquias, Beja, mas fez do Barreiro a sua terra desde há muitos anos, aqui frequentou a Escola Alfredo da Silva, aqui deu muito de si ao associativismo e ao desporto.

2 min de leitura
Morreu Noé Capela Um homem que muito deu ao desporto no Barreiro

Por Jornal Rostos

Conheci o Noé Capela naqueles tempos dos Torneios de Futebol de Salão, promovidos pelo «Jornal Daterra», uma actividade que animava o Pavilhão da Escola Álvaro Velho, com momentos de muita emoção.
O meu amigo Noé, era um dos activistas que viveu sempre com entusiasmo esta iniciativa desportiva, como atleta e até com apoio na arbitragem .
Recordo-me dele no Concurso «Camarro», do qual fui Juri, que durante meses nos anos 80, decorreu na SIRB «Os Penicheiros».
Encontramo-nos no Futebol Clube Barreirense, quando assumi a vice presidência da Direcção do clube , nos anos 90.
O Noé era uma simpatia, uma homem que se dedicava às actividades que se envolvia apenas pelo prazer de fazer e dar um contributo para a comunidade.
Ao longo dos anos mantivemos sempre uma relação cordial. A última vez que nos encontramos, foi nestes dias de confinamento, num dos passeios ali na Avenida da Praia, junto ao Tejo. Demos a nossa cotovelada. Aliás, sempre que nos encontrávamos havia um sorriso, uma deixa sobre coisas do quotidiano, sempre com um sorriso.
Foi com surpresa que recebi hoje esta triste noticia da sua partida. A partida de um amigo é mais um bocado da nossa vida que se esvai, memórias que se perdem, estas, da minha relação afectiva com o Noé remontam as dias que não se esquecem a eventos que fazem parte das minhas memórias e das memórias desta cidade – do desporto, da fábrica e da cultura.
O meu sentido pesar aos seus amigos e familiares.
Até sempre Noé!

António Sousa Pereira

Foto – Guilherme Ferreira

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