Alhos Vedros - Moita - Morreu Leonel CoelhoUm homem que viveu a Liberdade
Dirigente Associativo. Poeta. Politico.

Por Jornal Rostos
Leonel Coelho era uma personalidade com o nome inscrito na história associativa, autárquica e politica em Alhos Vedros, no concelho da Moita e no distrito de Setúbal, um homem irreverente, sempre com a juventude a pulsar no seu coração. Um sonhador por um mundo melhor.
Uma luta que abraçou antes do 25 de Abril e por essa luta conheceu as masmorras da PIDE, os dias de prisão em Caxias, um lutador antifascista.
Um homem que se inscreveu na minha memória, nas comemorações do 5 de Outubro, no Teatro Cine do Barreiro, antes do 25 de Abril, e, naquelas noites da Feira do Livro de Alhos Vedros, ou nas jornadas de teatro ou cultura, antes de Abril acontecer, ali, na Academia de Alhos Vedros. Um homem que aprendi a admirar.
E, quando após o 25 de Abril o conheci como candidato pelo PCTP- MRPP, ou para a presidência da Câmara Municipal da Moita, ou como candidato a deputado para a Assembleia da República, mesmo com opiniões diferentes e discordando de suas ideias, sempre vi o Leonel Coelho, como um homem vertical, que vivia a politica com paixão, com nobreza, que assumia a luta pelos seus ideias e combatia com respeito pela democracia. A politica feita com valores.
Leonel Coelho, era um homem estimado pela sua carolice associativa, pelo seu amor à escrita, poeta, contista, resistente, um lutador, uma referência para quem gosta de sentir o amor à palavra Liberdade.
Um destes dias soube, pela sua filha que estava no Hospital do Barreiro, não foi possível visitá-lo porque a lista era longa e muitos amigos não tiveram a oportunidade de lhe dar um abraço e dizer OBRIGADO.
Leonel Coelho é daqueles homens que apetece prestar gratidão.
Obrigado pelas Feiras do Livro.
Obrigado por manteres sempre vivo o nome de Zeca Afonso.
Obrigado pelos teus poemas, naquelas tardes de poesia na SFAL, no Lavradio.
Obrigado Leonel pela força da tua permanente juventude.
Leonel Coelho, 87 anos, casado, tem uma filha. Estava reformado. A sua última profissão foi a de vendedor.
Em 1950 trabalhou na Barragem de Ortiga, hidroeléctrica do Alto Alentejo, onde foi espancado pela GNR, aquando duma greve realizada pelos trabalhadores da empresa.
Um dirigente associativo apaixonado. Um Poeta. Um Politico. Um HOMEM.
Um homem que viveu a Liberdade.
Obrigado!
António Sousa Pereira
Aos seus familiares e amigos os sentimentos do jornal «Rostos».










