Dentro de dois anos mais um centenário de relevo para o BarreiroNatércia Couto – a primeira maestrina portuguesa
Quando Natércia Couto, foi distinguida com o Galardão Barreiro Reconhecido, na área de Artes e Letras, tive a honra de conhecer a Maestrina e redigir a sua biografia. Uma mulher de uma grande simplicidade.

Por Jornal Rostos
Hoje, alertado por um amigo, para um texto publicado hoje, pela investigadora Helena Lopes Braga, sobre esta efeméride – 98 anos do nascimento de Natércia Couto, recordei os momentos que tive a honra de partilhar com a Maestrina, e, dela ter recebido dois dos seus livros com uma dedicatório muito especial e as cartas que me foram dirigidas que guardo com carinho.
Natércia Couto ofereceu parte do seu espólio à SFAL, a Medalha Barreiro Reconhecido e pautas, material que deveria ser estudado, e, defendo, até que devia ser entregue com protocolo ao Arquivo Municipal.
Natércia Couto, para além da música tinha uma paixão pela poesia e pela Filosofia. Uma católica convicta. Uma mulher emancipada que se afirmou com todo o seu mérito e saber no Brasil, em França ou Itália. Em Portugal teve dificuldades.
Um nome que no plano musical deve orgulhar o concelho do Barreiro. E, particularmente o Lavradio e a SFAL, colectividade que tem na sua história raízes da família Couto, e na entrada da sede social existe uma placa que assinala uma homenagem prestada à Maestrina Natércia Couto. Um dia que guardei na memória, pelas surpresas e pelo carinho da Maestrina, num tempo que exercia o cargo de Presidente da Mesa da Assembleia Geral.
Obrigado Maestrina Natércia Couto!
António Sousa Pereira
Aqui fica reproduzida de forma integral a informação que me remeteu o meu amigo publicada no Facebook pela investigadora Helena Lopes Braga:
Nathércia Couto nasceu há 98 anos, a 17 de Fevereiro de 1924, no Lavradio, Barreiro. Foi maestra, compositora e escritora, e a primeira maestra portuguesa com uma carreira internacional. Couto diplomou-se em direção de orquestra pelo conservatório de Paris.
Em 1951 formou a sua orquestra sinfónica em Roma, com que se apresentou em várias cidades europeias. Também no Brasil, onde viveu entre 1961 e 1964, teve orquestra própria, em Santos.
Em Portugal, e apesar dos seus múltiplos esforços junto das elites fascistas e católicas, Couto conseguiu apenas alguns convites esporádicos para reger, sempre concertos gratuitos, que esgotavam qualquer recinto.
Foto - Arquivo Municipal










