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Cidade com Rostos

Barreiro – Morreu Manuel AlpalhãoActor e declamador – fez da poesia, do canto e do teatro a sua forma de intervenção cívica

Morreu Manuel Alpalhão, 81 anos, natural do Lavradio, actor e declamador, colaborador do jornal «Rostos», um homem que viveu a sua vida de mãos dadas com a cultura e as artes.
Integrou como actor o TEB, o Arte Viva, foi cantor do CORUTIB, um declamador de poesia que enriquecia os poemas pela forma como expressava a força das palavras.

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Barreiro – Morreu Manuel Alpalhão Actor e declamador – fez da poesia, do canto e do teatro a sua forma de intervenção cívica

Por Jornal Rostos

Manuel Alpalhão nasceu no Lavradio em 1941, começou a sua actividade teatral na SFAL, integrando posteriormente o Grupo Cénico da CUF e TEB – Teatro de Ensaio do Barreiro, nestes grupos conquistou prémios de âmbito nacional, nomeadamente o 1º Prémio Nacional de Interpretação Masculina.
Mais tarde fez parte do Grupo Cénico da TAP e do Grupo de Jograis da TAP. Inscreveu seu nome na história da Companhia Arte Viva.

Na 3ª Mostra de Teatro do Lavradio foi homenageado numa iniciativa da SFAL, onde, diversas personalidades da vida cultural do concelho reconheceram e recordaram o contributo de Manuel Alpalhão na valorização da cultura e das artes.
No Grémio Literário, em Lisboa, ou na apresentação de livros de poesia, no Barreiro, ao longo da sua vida Manuel Alpalhão marcava presença para dizer poemas e "sentir" ternura e a força das palavras. Ele próprio cultivou a poesia e nas páginas do jornal «Rostos» estão registados poemas seus, marcados de ironia, irreverência e critica social.

Manuel Alpalhão viveu para a cultura, amou o teatro, viveu a poesia e cantou no CORUTIB, sempre com a alegria de viver.
Partilhei momentos de conversa, em minha casa, com ele e sua companheira Manuela Fonseca, que carinhosamente me tratava por “mano”.
Manuel Alpalhão tinha Abril no coração e fazia da poesia, do canto e do teatro a sua forma de intervenção civica e a sua luta pela construção de um mundo melhor.
Aqui fica o meu abraço solidário aos seus amigos e familiares. Um abraço forte ao Rui, ao Filipe, ao Rui Sérgio e netos.
Até sempre Manel!

António Sousa Pereira

Nota – Pela informação que recebemos seu corpo deverá ser velado na próxima segunda feira, na Capela do Lavradio e nesse mesmo dia realiza-se o funeral para o Crematório da Quinta do Conde, em Sesimbra.

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