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BARREIRO – Morreu Eugénio SilvaArtista de Banda Desenhada e fundador do Arte Viva
. Cidadão «Barreiro Reconhecido»

Morreu Eugénio Silva, um prestigiado artista plástico que se distinguiu como aguarelista e na banda desenhada. Foi actor e fundador do Arte Viva. Recebeu o galardão Barreiro Reconhecido no ano 2004.
O seu corpo será velado a partir das 17horas de amanhã, dia 1 de Janeiro, na Capela de Stº André, na Quinta da Lomba, Barreiro. O funeral realiza-se no dia 2 de Janeiro, pelas 13 horas, para o Crematório da Quinta do Conde, em Sesimbra.

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BARREIRO – Morreu Eugénio Silva Artista de Banda Desenhada e fundador do Arte Viva . Cidadão «Barreiro Reconhecido»

Por Jornal Rostos

Eugénio Silva nasceu no Barreiro em 1937. Desde muito cedo manifestou intuição para as artes, em geral, e, em particular, para o desenho, tendo frequentado, de 1950 a 1954, o Curso de Desenhador Gravador Litografo na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa, onde foi acompanhado e aperfeiçoado por três grandes mestres: Abel Manta, no desenho, Pedro Jorge Pinto, na aguarela, e Rodrigues Alves, na banda desenhada. Teve depois o seu primeiro emprego na Litografia Amorim, transitando posteriormente para a Companhia União Fabril - CUF.

Na sua obra de aguarelas deixou bem vincado o seu amor ao Barreiro, num legado de memórias dos seus mais belos recantos.
Entre os seus trabalhos de banda desenhada recordamos a obra que editou sobre Eusébio, a biografia do Panteara Negra. Colaborou como ilustrador em livros didácticos, romances juvenis de autores de renome como Emílio Salgari, Enid Blyton ou Alfred Hitchcok, jogos infantis, mapas e outros.

Em 2004 recebeu a medalha de «Barreiro Reconhecido» que distinguiu um percurso profissional dedicado à arte, nomeadamente, na ilustração, banda desenhada, teatro amador, mas, sobretudo, na aguarela, técnica que domina com mestria.

Foi um exímio actor que encheu os palcos com a sua presença e energia, sendo fundador da Companhia de Teatro Arte Viva.
Começou no teatro como actor, cenógrafo e figurinista no grupo de teatro da SIRB “Os Penicheiros”. Fez parte também do TAB – Teatro de Amadores do Barreiro, no Clube 22 de Novembro.

O jornal Rostos expressa sentido pesar aos seus familiares e amigos e ao Arte Viva.

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