Saltar para o conteúdo
Cidade com Rostos

Barreiro – Morreu Dourada Mendes.Cidadão «Barreiro Reconhecido» na área do Associativismo
. Lutador pela democracia e Liberdade

. O funeral realiza-se na quarta-feira, dia 27 de setembro, pelas 14h30, no Crematório da Quinta do Conde

José Manuel Dourada Mendes, cidadão distinguido com o galardão «Barreiro Reconhecido», foi um homem que inscreveu seu nome na história do associativismo do Barreiro e na história do associativismo de Portugal.
Foi autarca, dirigente associativo, dirigente cooperativo, um homem culto, que tinha a democracia e a Liberdade no seu coração.

3 min de leitura
Barreiro – Morreu Dourada Mendes. Cidadão «Barreiro Reconhecido» na área do Associativismo . Lutador pela democracia e Liberdade

Por Jornal Rostos

Dourada Mendes, exerceu o cargo de presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, foi deputado da Assembleia Municipal do Barreiro, exerceu a presidência da direcção da SIRB «Os Penicheiros», também da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, integrou o Conselho Municipal do Associativismo do Barreiro.
Foi presidente da Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio, tendo sido o grande protagonista na dinamização do 1º Congresso de Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, realizado em Almada, no ano de 1993, um marco na história do movimento associativo, que abriu as portas e o diálogo que conduziram à criação da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto.

Dourada Mendes foi um pensador do associativismo, colaborou no jornal «Rostos» e tem textos de reflexão dispersos por diversas publicações, e, tinha um prazer de participar em Colóquios, conferências, em debates vivos sobre cidadania, cultura e associativismo.
Dourado Mendes era um lutador pela democracia e pela Liberdade.

Tive o privilégio de estar em diversas barricadas, ao seu lado e ele comigo, nesse desejo de dar um contributo por deixar um mundo melhor, acreditar nos valores humanistas e solidários da vida associativa.
Discutíamos bastante. Conversamos bastante. Criámos entre nós uma amizade feita de respeito e solidariedade.
“Nem sempre estivemos de acordo, o que é normal quando se discute em Liberdade.”, escreveu Dourado Mendes, num texto que me dedicou, publicado no jornal «Rostos», no qual também recordava “batalhas que travámos juntos, fora do Barreiro”, a maior e mais bela foi essa que proporcionou a realização do 1º Congresso das Colectividades. Foi uma experiência de vida única. De debates. De amizades. De cidadania activa.

Hoje recebi esta triste noticia da sua partida. Na sexta-feira, quando fui às Oficinas da CP participar na iniciativa das Jornadas do Património, ao passar frente à sua porta, na Avenida da República, parei a olhar para a varanda da sua residência e em silêncio dei-lhe um abraço. Não tive coragem de bater à porta da sua casa. Nem sabia que, se o fizesse mão estava lá, porque já se encontrava no Hospital do Barreiro, onde, hoje, partiu rumo ao infinito. Foi o João Fernando que me comunicou. Comentei com ele, esta situação que vivi.
O Dourada Mendes era um amigo, um homem que se escreve com letra grande – HOMEM – que deu de si ao Barreiro, que deu de si a Portugal, que serviu a democracia e a cultura, que, nunca quis louros, porque o seu desejo era fazer humanismo.
Foi na casa dele que um dia discutimos a importância da criação de uma Lei de Bases do Associativismo, e tantos assuntos que ao longo dos anos foram entrando nas agendas de Congressos e legislação aprovada na Assembleia da República. Sonhadores, de sonhos que alguns acabaram por se realizar.

Dourada Mendes, obrigado pelas lições de vida. Obrigado pelo seu amor ao associativismo e ao Barreiro. Obrigado pelo seu amor à Democracia e à Liberdade. Foi uma honra estar ai seu lado em todas as batalhas que abriram portas ao futuro.
Até sempre!

António Sousa Pereira

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção