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Cidade com Rostos

Barreiro - Morreu Carlos Oliveira «O Bóia»Cidadão Barreiro Reconhecido na área do Desporto
. Atleta Olímpico e Campeão do Mundo

. O velório vai realizar-se no dia 4 de Outubro, a partir das 16 horas, na Capela da Igreja de Santa Maria. O funeral realiza-se no dia 5 de Outubro, pelas 10h30, para o Crematório da Quinta do Conde

Morreu Carlos Oliveira »O Bóia», atleta olimpico, campeão do mundo, cidadão «Barreiro Reconhecido» na área do Desporto. Contava 80 anos. Uma vida de paixão pelo desporto e pela vida. Um homem que tinha o Barreiro no coração e beijava com a mente as águas do Coina e do Tejo.

4 min de leitura
Barreiro - Morreu Carlos Oliveira «O Bóia» Cidadão Barreiro Reconhecido na área do Desporto . Atleta Olímpico e Campeão do Mundo

Por Jornal Rostos

Carlos Oliveira, por todos conhecido como Carlos Bóia, nasceu a 12 de Setembro de 1943, no Bairro Velho da CUF, ali no coração das fábricas, e o emblema da CUF foi sempre a marca da sua vida.
Desde cedo sentiu uma forte atração pela prática do remo. Foi na doca da CUF, aos 16 anos que começou a praticar.
“A CUF era o baluarte do remo ao nível nacional. Ao serviço da CUF ganhei 40 títulos de campeão nacional, ganhei campeonatos Luso-Brasileiros, e Luso-Galaicos e dois campeonatos do mundo por equipas, ao serviço da CUF, na seleção nacional”, comentou numa entrevista ao jornal Rostos.>
Mas o Carlos Bóía para além do remo, conquistou títulos nacionais na prática do Judo, na Luta Greco- Romana, no Hóquei Patins, na natação.

Tive a alegria de partilhar muitos mementos da vida do Carlos Boia, com quem cultivei amizade, nos seus treinos de bicicleta, ali na Avenida da Praia, era rara as vezes que não parva e ficávamos, por ali, a conversar sobre o Barreiro, a sua terra que ele amava profundamente. Ali, recordo o dia que ele, com orgulho me convidou para estar presente na cerimónia, em Oeiras, onde não consegui estar presente, na qual o seu nome foi inscrito no Memorial em honra de atletas olímpicos.
É difícil olhar para os Rios Tejo e Coina, sem nas suas ondas deixar de imaginar o Bóia a rasgar as ondas, nessas ondas onde o Mestre Augusto Cabrita o fotografou, com fotos lindas, poéticas, com as quais fez peças televisivas, uma delas a encerrar o programa Remate RTP, que não esqueço. Tenho comigo uma dessas fotos que me ofereceu o Bóia.

Os momentos divertidos que vivemos na RTP, no Porto, num Programa da Manhã, onde eu e o Kira, fomos convidados surpresa, para prestar depoimentos sobre o homem e o barreirense, num programa que lhe foi prestada uma merecida homenagem.
Vivi com ele a alegria que ele sentiu ao ver o seu barco integrar o espólio do Museu Industrial do Barreiro - Baía do Tejo.
O Bóia estava sempre disponível para dar, era um dos padrinhos da Marcha da Associação das Mulheres com Patologia Mamária. Este ano em Outubro vai estar ausente, mas, certamente presente na memória de todos. Foi Rosto do Ano em 2008. Foi distinguido pela Costa Azul – Região de Turismo de Setúbal. Recebeu o galardão Barreiro Reconhecido na área do Desporto.

Amigo Carlos Bóia, sabia que estavas doente, um deste dias foste tema de conversa num almoço da Tertúlia de «OS Leças», foi quando tive conhecimento da tua situação. Esta noticia da tua partida é um dia triste. Foi uma honra ser teu amigo. Foi uma honra partilhar contigo momentos marcantes da tua e nossa vida. A Unilogos, do barreirense João Gouveia – hoje Unicombi - empresa que tanto de apoiou, era uma marca indissociável do teu nome, dos teus barcos, pelo desporto e pela fraternidade.
Um dia destes falo contigo na Avenida da Praia, para te dizer, que a amizade está inscrita mo teu sorriso e na tua pergunta: “Então Sousa Pereira, como vai o Barreiro?”, e, assim começavam as nossas conversas, a olhar o Tejo e as gaivotas, nesse amor que nos unia a palavra Barreiro.
Até sempre !

António Sousa Pereira

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