Emídio Xavier, Presidente da CMB, refereVereadores da CDU têm falta de memória e rigor

Por Jornal Rostos
Na nota enviada para a comunicação social, Emídio Xavier, esclarece que “reuniu com os Vereadores e os respectivos serviços onde foram dadas orientações para elaboração das propostas dos diversos pelouros”.
O presidente salienta que – “Não havia nenhum financiamento assegurado desde o mandato anterior para as obras do Fórum Municipal e do Mercado de Santo André”.
Por outro lado, relativamente “aos subsídios a atribuir a clubes e colectividades, nunca foram definidos quaisquer critérios, em mandatos anteriores, ao longo de 25 anos. O actual executivo está a preparar um conjunto de critérios objectivos para atribuição de subsídios (e não irá demorar, com certeza, 25 anos a apresentá-lo)”.
Saneamento a herança é caótica
Na mesma nota o Presidente da CMB considera que as verbas previstas para a rede viária e saneamento são insuficientes porque “a herança, nesta área, é perfeitamente caótica”.
Por outro lado, quanto à situação do Cemitério da Vila Chã, cujo terreno foi comprado há anos sem que se tenha enfrentado o problema, o Presidente da Câmara considera “surpreendente que a CDU reconheça que não fez o investimento devido, ao longo dos últimos anos, de tal modo que se tenha chegado a uma situação próxima da ruptura”
Segundo Emídio Xavier - “não se verificando nenhuma epidemia, o número de funerais que ocorreram é perfeitamente previsível.”
E sublinha que – “o actual executivo está, todavia, a começar a programar uma resposta, numa perspectiva de médio e longo prazo, construindo ossários e preparando a construção de gavetões, o que deveria ter ocorrido já em anos anteriores, de forma a que não se repitam situações como as que ocorreram, no final dos anos noventa”
Há projectos alternativos
Ainda, relativamente às actividades educativas e culturais, Emídio Xavier, esclarece que “ não é verdade que o projecto “Escola Incluir” tenha sido suprimido. A “Escola Incluir” está a funcionar. Quanto ao “Moinho de Bytes”, que funcionava com lacunas, e sem qualquer estrutura orgânica, está a ser preparada a sua substituição”
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro acrescenta ainda que “a programação na Casa da Cultura Adubos de Portugal (lançada apenas em ano eleitoral) tem prosseguido, com realização de alguns espectáculos, ao longo do ano de 2002. Por outro lado, a construção do Fórum Municipal visou ser alternativa cultural à programação da Casa da Cultura. O Projecto “A Viagem” terminou, tendo surgido, em alternativa novos Projectos de que são exemplo “Escolas Barreiro” e a “Universidade da Terceira Idade”.
Zonas antigas - estado de degradação acentuado
Ainda em relação à habitação social, Emídio Xavier sublinha que “a suspensão prevista para 2003, a que o actual executivo foi forçado, não significa o abandono do projecto PER. Existem, neste momento, limitações que resultam do endividamento da autarquia, mas, em anteriores mandatos, quando essas limitações não existiam, e apesar do protocolo do PER o exigir, os executivos CDU não concluíram os processos inventariados, até 2001. Entre 1993 e 2001, ao longo de oito anos, foram realojadas menos de metade do número total de famílias inventariadas, no âmbito do PER”.
O autarca acrescenta que – “também a recuperação das zonas antigas já deveria ter sido feita, ao longo dos últimos 25 anos, dado o estado de degradação que se veio acentuando”.
CDU tem falta de memória
Por tudo isto, o Presidente da CMB conclui, por isso – “que os argumentos apresentados pelos Vereadores da CDU para a sua votação contra o Plano e Orçamento para 2003 carecem, assim, de consistência, de rigor e, sobretudo, de falta de memória. A posição defendida pela CDU revela-se incoerente e não serve o Barreiro por tentar inviabilizar uma estratégia de desenvolvimento global para o nosso concelho”.










