João SoaresAssume presidência do PS – Barreiro

Por S.P.
Tal como já referimos em anterior notícia confirma-se que João Soares, ex-cabeça de lista do PS na freguesia do Alto do Seixalinho e candidato a Vereador da Câmara Municipal do Barreiro, na última reunião da Comissão Política manifestou a sua disponibilidade de assumir o cargo de Presidente da Comissão Política do Barreiro do Partido Socialista tendo, segundo apurámos, já participado nas reuniões da Federação Distrital do PS.
João Soares é considerado como um dos membros que sempre esteve ao lado de Aires de Carvalho e um dos seus principais apoiantes no aparelho partidário.
Que será o novo presidente do PS Barreiro ?
Entretanto, no Partido Socialista vive-se actualmente o processo preparatório das eleições para o Congresso da Federação Distrital daquele partido que está agendada para Abril.
Segundo alguns socialistas a eleição de Delegados do concelho do Barreiro será o “ponto zero” da contagem para a definição de quem poderá vir a exercer o cargo de Presidente da Comissão Política Concelhia do Barreiro.
E, como é natural, nesta fase, começam a ser ventilados diversos nomes, os quais estão de uma forma ou outra, ligados às tendências desde sempre conhecidas no concelho do Barreiro – uma que era liderada por Aires de Carvalho; outra, por outros sectores, todos confluindo, mais ou menos, numa posição anti-Aires.
Na última eleição da Comissão Política registou-se, pela primeira vez, uma lista consensual – unindo todas as tendências - que foi, de alguma forma um contributo decisivo para unir forças naquele partido e abrir caminho para a conquista da presidência da Câmara Municipal do Barreiro.
Emídio Xavier está no centro das decisões
De acordo com algumas opiniões de socialistas, Eduardo Cabrita, é um dos nomes que é apontado, por alguns sectores, como potencial candidato à liderança dos socialistas do Barreiro.
João Soares, actual presidente, poderá, ou não, excluir-se de uma eventual candidatura, no entanto, até lá, será o “elo mais forte” na procura de dinâmicas internas que conduzam a “unir as forças” que sempre estiveram ao lado de Aires de Carvalho, bem como “abrir” brechas na(s) outra(s) tendência(s).
Neste processo todo, o que certamente será decisivo, nos dias de hoje, será a posição que venha a ser assumida por Emídio Xavier, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, cada vez mais afirmando-se como o líder de um “novo projecto de cidade” e que, no Partido Socialista, reúne um forte capital político e recolhe o apoio de quase todos os sectores, exceptuando, eventualmente, aqueles que sonham em ocupar o seu lugar e que, para já, só lhes resta sonhar.
Apesar de como costuma dizer-se a “procissão ainda vai no adro”, a verdade, quase certa, é que a futura liderança do PS será aquela que contar com o apoio tácito e implícito de Emídio Xavier, não sendo, obviamente, de excluir a sua eventual candidatura a Presidente da Comissão Política, facto este que, poderia, ser aquele que conduziria a encontrar um maior consenso entre todos os eventuais candidatos a candidatos.
Se o autarca optar por não se candidatar, que é uma posição legítima, até para manter algum distanciamento entre a autarquia e a vida política partidária, a sua posição, no entanto, será sempre o “fechar de círculo” de todo o processo.
Entretanto, como acontece sempre nestes períodos de agitação política, na vida de um partido democrático, há os candidatos a candidatos, há os candidatáveis e há os que se colocam na segunda linha do processo.
João Sardinha é um nome que aguarda, como é habitual, uma vaga de fundo para apresentar a sua eventual candidatura, podendo contar com o apoio de Júlio Freire, Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro que apostará sempre num candidato que seja colocado em oposição à linha “airista”.
Eduardo Cabrita, Presidente da Assembleia Municipal do Barreiro, está já, tanto quanto sabemos, na luta pela sua afirmação no plano regional, procurando ganhar espaço na Federação Distrital e poderá, se obtiver uma posição de relevo vir a tornar-se um potencial candidato no Barreiro e, ele, também, contará com o eventual apoio de Júlio Freire que, como é conhecido, estava em rota de colisão com Aires de Carvalho e até, eventualmente, com Emídio Xavier.
João Soares poderá ser, ou não, um líder transitório, mas, de facto, não é um homem só e poderá ser o motor quer da sua própria candidatura, quer a coluna vertebral de um sector do partido que aposte em dar continuidade à estratégia política que ficou “vazia” com a perda do seu líder histórico e carismático e, naturalmente, aceitando ou optando por um candidato que “simbolize” as vitórias históricas do PS Barreiro.
João Pintassilgo, deputado da Assembleia Municipal do Barreiro, não será certamente candidatável, nem candidato, mas sendo uma figura com algum peso no partido, pode, também ser uma solução, num cenário de procura de consensos.
Amílcar Romano, vereador da Câmara Municipal do Barreiro, é, também, outro rosto que, nesta corrida poderá tomar posição e, neste caso, poderá contar com o apoio da corrente que ao longo de anos liderou o PS local e, até, unir outros sectores.
Caboz Gonçalves, é, também, no PS, como figura histórica do partido e “braço direito” de Aires de Carvalho, na definição de muitas estratégias que conduziram à vitória nas autárquicas de 2001, é, sem dúvida, um nome que poderá entrar neste processo de mudança da liderança socialista, tendo a seu favor muitos trunfos.
Pode ser até, o rosto mais forte de todo este processo, dado que tem condições políticas para estabelecer a ponte entre diferentes sectores e é, desde a primeira hora, um forte apoiante de Emídio Xavier.
Nesta corrida, será mais que certo que surgirá Reinaldo Silva. Um eterno candidato que, no entanto, desta vez, poderá assumir outra postura desde que lhe seja garantido lugar na posição polítca.
Outro eventual candidatável, mesmo que seja apenas para marcar posição, será eventualmente Pedro Estadão que, também neste caso, poderá integrar outra lista que aposte em consensos abrangentes.
Como costuma dizer-se ainda tudo está na fase de “contar espingardas” mas, felizmente, no meio de tudo isto, o Partido Socialista do Barreiro conta, hoje, com um rosto que será, em todo o processo o “fiel da balança”, mesmo que alguns não concordem, chama-se Emídio Xavier.
Ele tem sobre os seus ombros uma grande responsabilidade histórica – unir o PS.
Em conclusão, parecendo que o PS vive um processo agitado, é, talvez importante sublinhar que tudo é processo natural e normal, tanto mais numa situação marcada por uma ruptura inesperada e súbita de um líder histórico.
Acima de tudo parece que muitos socialistas estão a viver este processo com muita lucidez, calma e com a responsabilidade que se exige, evidentemente, a um partido que é poder na cidade e deve colocar na sua discussão interna, metodologias que ajudem a encontrar os seus próprios caminho que conduzam a “consolidar a sua vitória”.
O debate interno num PS que é poder na cidade, tem que ser um espelho de vivência da cidadania porque, o PS não pode esquecer que a cidade está com os olhos postos no PS e os seus adversários não o pouparão se der o flanco...










