Nuno San Payo afirmaAuditório Augusto Cabrita está ao nível da Europa
No dia da abertura trocámos breves palavras com Nuno San Payo que salientou – “Estes quadros todos mostram ...uma certa ironia, há uma espécie de ironização das situações”.
Por Jornal Rostos
Nuno San Payo salientou que pretende com o seu trabalho transmitir uma mensagem que seja – “um retrato da vida real, um retrato das nossas atitudes perante a vida que nos é imposta através de regras que nós aceitámos, sem as discutir, que nos foram impostas por influência de factores que vêem de fora para dentro, por vezes, não interessados em aceitá-los mas temos que os aceitar, o que provoca em nós uma intima revolta, revolta escondida porque não vamos lutar as coisas que foram criadas para nosso bem, embora não lhes vejamos a vantagem imediata” .
Sobre os quadros expostos disse : “Estes quadros todos mostram esses aspectos, embora com uma certa ironia, há uma espécie de ironização das situações. É o homem nostálgico e retirado que se senta junto de um cão, são as filas de espera, que vemos em todo o canto, que não pudemos ultrapassar, nós submetemo-nos às coisas. São uma série de quadros que mostram essa submissão do homem perante as regras que foram criadas para o bem dele e que se aceitam e que no fundo sabemos porque é que hei-de parar no semáforo vermelho...é uma ironização, não é um protesto, um protesto é uma palavra violenta e que os quadros não mostram esse protesto. Temos que falar de uma ironização das situações.”
Que sente por estar aqui no Barreiro?
“Acabo de dar uma volta guiada pelo senhor Vereador que me deixou a prever um Barreiro, dentro de pouco tempo, muito modificado, modificando a nossa opinião, que de um modo geral se tem, que é uma terra com chaminés, fumos e com gente de fato de ganga. Isto não está a acontecer. No local onde eu me encontro – Auditório Municipal Augusto Cabrita – é um espaço que está perfeitamente actualizado em qualquer parte da Europa, há poucos espaços, tão bem apetrechados e tão bem dispostos para multiusos de carácter cultural.”.
Nuno San Payo referiu ainda que no decorrer da visita, apesar de estar “um dia triste” pode observar Lisboa à distância e, pelas explicações que lhe foram dadas, leva consigo uma outra imagem da nossa cidade, onde só tinha estado de passagem – “levo outra ideia da realidade do Barreiro”.










