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Cidade com Rostos

PROLAR “Rosto Empresa”“Ainda há pessoas que olham para o nosso trabalho e acham que o comércio tradicional tem uma palavra a dizer.”

A Prolar foi eleita “Rosto Empresa”, por todo o trabalho que tem vindo a desenvolver ao longo dos 43 anos de existência. “Sentimo-nos bastante satisfeitos. Trabalhamos normalmente, não trabalhamos para prémios, nem nunca trabalhámos, mas de qualquer forma, agradecemos que se tenham lembrando de nós,” comentaram Carlos Silva e Lena Silva.
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PROLAR “Rosto Empresa” “Ainda há pessoas que olham para o nosso trabalho e acham que o comércio tradicional tem uma palavra a dizer.”

Por Jornal Rostos

A Prolar foi constituída em 1961 pelos pais de Carlos e Lena Silva, que sempre demonstraram uma forte ambição e, assim que surgiu uma oportunidade, abriram a primeira loja. Com o decorrer dos tempos, e a necessidade cada vez maior, por parte das pessoas em adquirirem electrodomésticos, a empresa começou a evoluir.
Depois do falecimento do pai, Carlos e Lena Silva assumem a empresa.

“Por causa de recessão no comércio, tivemos de abrandar um pouco”

Nos últimos anos, o número de lojas da Prolar tem vindo a aumentar significativamente. Há um investimento nesse sentido, que teve de sofrer algumas paragens, devido à crise que se faz sentir. “Estava previsto a abertura da loja de Setúbal, mas tivemos de recuar, talvez daqui a um, dois anos.”
Para combater esta fase, a Prolar associou-se a uma companhia europeia, a Euronics, para ter mais visibilidade e dar resposta às grandes superfícies que têm surgido nos últimos tempos.
Carlos e Lena Silva não quiseram deixar de referir que “ em Portugal a atenção é dada às grandes superfícies comerciais, colocando completamente de lado, o comércio tradicional.” Referem ainda o exemplo da Noruega, onde praticamente não existem centros comerciais, e onde o comércio tradicional tem uma grande importância. Quanto à hipótese de ser construído um centro comercial no Barreiro dizem que “vai ser mais uma afronta ao comércio. Estão a deixar morrer os pequenos comerciantes.”

“O principal objectivo é não perder dinheiro”

Neste momento, os principais objectivo da empresa são, por um lado, não perder dinheiro e conseguir manter os postos de trabalho, por outro, tentar equilibrar as contas e a gestão da empresa, para poder suportar os momentos de crise.
Os projectos encontram-se adormecidos, mas, para além da loja de Setúbal, pensam vir a expandir-se para a margem norte, com uma loja em Lisboa, estas talvez já em conjunto com a Euronics.

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