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Cidade com Rostos

Carlos Ramildes, da AERSETCom uma visão estratégica mais global conseguiremos melhores resultados

Carlos Ramildes, Administrador da MIMOGAL, empresa nascida e sediada no Barreiro e, igualmente, membro dos Corpos Gerentes da AERSET – Associação Empresarial de Setúbal, conversou com “Rostos” sobre a importância da Feira de Negócios do Barreiro e seu contributo para o desenvolvimento da região.
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Carlos Ramildes, da AERSET Com uma visão estratégica mais global conseguiremos melhores resultados

Por António Sousa Pereira

No começo da nossa conversa com o representante da AERSET, no acto inaugural da Feira de Negócios do Barreiro, procurámos recolher a sua avaliação da importância deste tipo de iniciativas, destinadas à animação do tecido empresarial do concelho.
“Penso que é uma boa iniciativa, com a dimensão que naturalmente tem, mas, sendo à dimensão do concelho, acho que é uma boa iniciativa.
Na medida em que a economia portuguesa está parada, está com grandes dificuldades, começam a haver sinais de mudança, é preciso tomar iniciativas.
A mudança tem muito a ver do Poder Central. Mas, também ao nível do Poder Municipal e de outras entidades é possível tomar algumas iniciativas, e esta iniciativa, neste quadro, é uma iniciativa a louvar.” – salientou, acrescentando – “Daí não só a MIMOGAL estar presente com um Pavilhão, como a própria AERSET, ter acedido, com todo o gosto, em estar a participar na sua inauguração.”

Valorizar o Barreiro

Carlos Ramildes recordou que - “A MIMOGAL é uma empresa para a qual o Barreiro tem um especial significado porque, não só os seus proprietários são todos do Barreiro, assim como a própria empresa nasceu no Barreiro, e, é aqui que mantém a sua sede social e quer continuar a fazê-lo, ainda que tendo instalações deslocalizadas.
Por outro lado, o Barreiro, é uma terra onde temos feito diversas obras, mesmo a actual Vereação considera que o Auditório Augusto Cabrita é a sua obra do mandato. Nós temos muito gosto em termos participado na sua construção, tendo sido nós e a Teodoro Gomes, o consórcio construtor desse mesmo Auditório.
Neste momento também estamos a construir, igualmente em consórcio com a SGA, o Quartel dos Bombeiros de Salvação Pública, que será inaugurado este ano e estamos envolvidos noutras obras, na expectativa que continuemos a ter no Barreiro actividade de Construção Civil, como temos tido no passado e temos tido este ano também.”

Valorizar os Empresários

Na opinião da AERSET iniciativas desta natureza podem contribuir para um maior desenvolvimento do tecido empresarial do distrito?
“A AERSET mantém uma relação, inclusivé protocolada, com os Gabinetes de Apoio às Actividades Económicas em cada município, são estruturas que dependem dos municípios respectivos, têm algum enquadramento na Associação de Municípios do Distrito de Setúbal e a AERSET tem um Protocolo com os GAE’S e com a própria Associação de Municípios.
Desse Protocolo decorre exactamente a apreciação muito positiva que fazemos desta actividade que os municípios têm, que nós acarinhamos, que nós tentamos ajudar, já que ao nível empresarial, é sabido que as insuficiências culturais, de formação, designadamente empresarial são acentuadas.
Nós pensamos que o empresariado da Região de Setúbal, certamente, como no resto do país, tem muitos passos ainda a dar no sentido de ser melhor organizado, ser mais unido, estar melhor preparado para dar resposta a novos desafios, no interesse da sociedade e no interesse e no interesse de todos, mas inclusivé dos próprios empresários, ou seja, a defesa da qualidade, de regras ambientais, a não agressão à natureza, a produtividade crescente, são questões que beneficiam toda a sociedade, mas também as próprias empresas e os seus empresários.
A AERSET, por isso, tem vindo a acompanhar, tem vindo a apadrinhar e continua a fazê-lo, não só no Barreiro, mas no resto do Distrito de Setúbal, este tipo de iniciativas.”

Unir esforços

As autarquias podiam desenvolver mais acção dos GAE’s – Gabinetes de Apoio aos Empresários?
“O GAE’s podem sempre fazer mais, como a própria AERSET podia fazer mais. Os recursos são escassos, as próprias Câmaras não têm meios para poder fazer muito mais, depois, talvez estejamos, insuficientemente virados para objectivos mais alargados, aliás, com a nova divisão administrativa do país, tornou-se claro que independentemente
das divisões partidárias, independentemente das divisões empresariais, diversas que existem, há uma série de interesses corporativos que, por vezes, se sobrepõem aos interesses das populações, o que não devia de acontecer, mas que ninguém se pode por acima desses problemas, porque eles são fruto da nossa cultura, enquanto povo, da nossa atitude individual, ainda que tenhamos opiniões diferentes.
Eu, pessoalmente, acho que deveríamos ser mais organizados, devíamos perceber mais claramente que as regiões, os municípios sozinhos, pouco podem fazer, as empresas sozinhas pouco podem fazer, portanto, unidos, organizados, com uma visão estratégica mais global e mais prospectiva, conseguiremos, certamente, melhores resultados.”

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