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Cidade com Rostos

Projecto “Barreiro no tempo”Apresenta Livro de João Azevedo do Carmo

O livro "Eu, meus senhores, amo a igualdade" com textos de João Azevedo do Carmo, ilustrados com fotografias de Augusto Cabrita, numa edição da Câmara Municipal do Barreiro foi apresentado, no sábado 27 de Novembro, pelas 16.00 horas no Auditório da Biblioteca Municipal.

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Por Jornal Rostos

No âmbito do projecto Barreiro no Tempo, a Câmara Municipal do Barreiro procedeu à edição de uma antologia de poemas de João Azevedo do Carmo, à qual foi dado o título de "Eu, meus senhores, amo a igualdade", e cuja responsabilidade editorial é das duas filhas do autor, Isabel do Carmo e Maria Fernanda Fráguas. A obra conta com uma série de testemunhos de muitos que privaram com o autor: Augusto Cabrita, Isabel do Carmo, Maria Fernanda Fráguas, Helder Fráguas e Barbara Lopes, sendo ilustrada por fotografias do seu sobrinho, A. Cabrita, um dos principais nomes da fotografia nacional, testemunhos esses que permitem um conhecimento do homem-poeta que foi João Azevedo do Carmo.

O leitor é convidado a conhecer a sua obra poética através de pequenos intróitos da autoria de Isabel do Carmo, que contextualiza a obra do autor no Portugal e no Barreiro do tempo, de 1918 a 1985. Dá a conhecer a época mas também o espírito. E o leitor é levado a comprová-lo através da poesia daquele que se viria a definir a si próprio como "operário das letras". Motivo de referência é, ainda, a continuidade de alguns temas, os quais, em última instância, traduzem os valores pelos quais João Azevedo do Carmo guiou toda a sua vida: o amor, a amizade, o respeito pelo próximo, a liberdade, temas que têm quase sempre como pano de fundo o Barreiro.

Com a publicação desta antologia faz-se assim a justa homenagem a quem sempre lutou pelo Barreiro e pelos interesses dos barreirenses, como aconteceu por exemplo em 1929, ao defender a necessidade de uma escola industrial. Ou em 1940, pela criação de uma Biblioteca-Museu. Trata-se assim de recuperar a memória de um homem que, e tal como escreve Isabel do Carmo, "foi uma figura de grande honestidade intelectual e cívica, que amou o Barreiro e à terra deu o que pôde, que era muito”

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