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Cidade com Rostos

Lançamento do livro"Eu, meus senhores amo a igualdade"

A emoção saltou das páginas de um livro para ocupar por inteiro o Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro. A sala, mais que cheia, serviu para partilhar memórias da identidade barreirense num momento único de evocação da coragem, coerência, valor e singularidade de João Azevedo do Carmo, a alma de "Eu, meus senhores, amo a igualdade".

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Por Jornal Rostos

O Auditório da Biblioteca Municipal foi pequeno para receber os muitos amigos, admiradores e familiares de João Azevedo do Carmo que prestaram mais uma homenagem a um homem fulcral na história do Barreiro do Século XX. O pretexto foi o lançamento do livro "Eu, meus senhores, amo a igualdade", editado pela Câmara Municipal do Barreiro e coordenado pelas suas filhas, Isabel do Carmo e Maria Fernanda Fráguas. Esta obra, ilustrada por fotografias de Augusto Cabrita, é considerada essencial para valorizar esta figura ímpar do Barreiro mas também para compreender a história do concelho nos seus ritmos sociais e culturais.

Para o Presidente da Câmara Municipal, Emídio Xavier, esta foi uma ocasião "feita da gente que deu ao Barreiro cor, vida, coragem e mensagem". O autarca usou as palavras de João liberal para caracterizar João Azevedo do Carmo como "um homem afável, simples e humano que a todos encantava". Segundo Emídio Xavier este livro cumpre vários objectivos. Em primeiro lugar homenageia o homem e o poeta, por outro lado é "mais um conhecimento que se ganha do Barreiro porque a prosa e a poesia de João do Carmo, em paralelo com as fotografias de Augusto Cabrita, ilustram esta terra nas suas variadas épocas e vertentes. O Barreiro do esperanto, da cumplicidade, do ideal partilhado de fraternidade entre os homens, um ideal que imperou durante toda a vida e por toda a poesia de João Azevedo do Carmo".

No final, e tendo em conta que esta edição se integra no projecto autárquico Barreiro no Tempo, Emídio Xavier deixou um repto a "todos os barreirenses, a todos os interessados pela história, que nos auxiliem a preservar a imagem da nossa cidade, cedendo materiais, partilhando memórias ou meramente recordações orais, porque preservar a memória barreirense é preservar um pouco mais de nós".

Isabel do Carmo, filha de João Azevedo do Carmo, fez um pouco da história da sua família, "uma típica família da revolução industrial instalada no Barreiro desde 1890", e explicou que foi o próprio pai que "coligiu os poemas de forma a serem publicados. A obra é da sua plena autoria", referiu. A "co-autora" salientou a participação nesta obra de Bárbara Lopes, que recolheu os depoimentos do pai em longas tardes de partilha, que permitiram registar as suas memórias, e agradeceu "a vontade persistente do Vereador Amílcar Romano, sem a qual este livro não era possível".

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